domingo, 26 de outubro de 2008

H. P. Lovecraft

"A emoção mais forte e mais antiga do homem é o medo, e a espécie mais forte e mais antiga de medo é o medo do desconhecido.

Poucos psicólogos contestarão esses fatos e a sua verdade admitida deve firmar para sempre a autenticidade e dignidade das narrações fantásticas de horror como forma literária" (Howard Phillips Lovecraft, O Horror Sobrenatural na Literatura).


Howard Phillips Lovecraft (Providence, Rhode Island, 20 de Agosto de 1890 – 18 de Março de 1937), foi um dos maiores escritores do gênero horror e fantástico de todos os tempos. Ainda hoje, quase um século depois de sua prematura morte, tem em figuras como Stephen King e Clive Barker seus fiéis admiradores.

Lovecraft nasceu e viveu quase toda sua vida em Providence. Teve uma vida simples do ponto de vista econômico e poucos amigos na vida cotidiana, mas de uma correspondência espantosa (escreveu em torno de 100.000 cartas durante toda sua vida). Ao longo destas correspondências e de seus escritos criou um conjunto de histórias ao qual foi denominada "Mitos de Cthulhu", parte mais significativa de sua obra. Um conjunto de narrativas fantásticas sobre horror e ficção científica que virou uma grande mitologia.

Além de Lovecraft, muitos outros autores se juntaram a ele, nomes como Robert E. Howard, H. R. Barlow, Frank Belknap Long, Robert Block, Clark Ashton Smith e outros; formando o "Círculo de Lovecraft".

Embora admirado por escritores famosos da época e outros amadores; em vida não teve nenhum livro de capa dura publicado, apenas ensaios e contos curtos em revistas populares da época como a "Weird Tales" -, que posteriormente viria a ser muito reconhecida.

Apenas alguns anos depois de sua morte, August Derleth e Donald Wandrei, amigos escritores e admiradores de seu talento criaram uma editora, a "Arkham House" que começou a popularizar a obra do autor. Mas sua grande popularidade só viria em meados da década de oitenta com o RPG "Call of Cthulhu", baseado em um de seus contos.

Com teses e mais teses sobre suas obras, sites a perder de vista e alguns filmes (a maioria ruim - o cinema ainda não descobriu HPL). Apesar de tudo isto e de grandes obras publicadas no passado, ainda é escassa e em certos momentos inexistente no Brasil seus livros, pois a maioria encontra-se esgotada na editoras, sendo encontrado mais em sebos e pequenas livrarias.

Biografia

Lovecraft foi o único filho de Winfield Scott Lovecraft, negociante de jóias e metais preciosos, e Sarah Susan Phillips, vinda de uma família notória que podia traçar suas origens diretamente aos primeiros colonizadores americanos, casados numa idade relativamente avançada para a época. Quando contava três anos, seu pai sofreu uma aguda crise nervosa que deixou seqüelas profundas, obrigando-o a passar o resto de sua vida em clínicas de repouso.
Lovecraft com aproximadamente 9 anos de idade.

Assim, ele foi criado pela mãe Sarah, por duas tias, e por seu avô, Whipple van Buren Phillips. Lovecraft era um jovem prodígio que recitava poesia aos dois anos e já escrevia seus próprios poemas aos seis. Seu avô encorajou os hábitos de leitura, tendo arranjado para ele versões infantis da Ilíada e da Odisséia, de Homero, e introduzindo-o à literatura de terror, ao apresentar-lhe clássicas histórias de terror gótico.

Lovecraft era uma criança constantemente doente. Seu biógrafo, L. Sprague de Camp, afirmou que o jovem Howard sofria de poiquilotermia, uma raríssima doença que fazia com que sua pele fosse sempre gelada ao toque. Devido aos seus problemas de saúde, ele freqüentou a escola apenas esporadicamente mas lia bastante.

Seu avô morreu em 1904, o que levou a família a um estado de pobreza, em decorrência da incapacidade das filhas de gerenciar os bens deste. Foram obrigados a se mudar para acomodações muito menores e insalubres, o que prejudicou ainda mais a já débil saúde de Lovecraft. Em 1908, ele sofreu um colapso nervoso, acontecimento que impediu-o de receber seu diploma de graduação no ensino médio e, conseqüentemente, complicou sua entrada em uma universidade. Esse fracasso pessoal marcaria Lovecraft pelo resto de seus dias.

Em seus dias de juventude, Lovecraft se dedicou a escrever poesia, mergulhando na ficção de terror apenas a partir de 1917. Em 1923, ele publicou seu primeiro trabalho profissional, Dagon, na revista Weird Tales. Lovecraft junto de Clifford Martin Eddy, Jr., foi um ghostwriter do magazine Weird Tales, para artigos do famoso mágico Harry Houdini, supostamente recrutado como informante ou um agente "Lanterna " para o spymaster um dos fundadores em 1909, do MI6, serviço secreto inglês William Melville, conhecido como "M" e acrônimo Maskmelin, da organização secreta The Seven Circle, ao que parece encobertada através de uma inocente publicação editada pelo amigo de Lovecraft, o editor da Weird Tales Walter Brown Gibson, do American Circle Magic e criador do personagem The Shadow. Sua mãe nunca chegou a ver nenhum trabalho do filho publicado, tendo morrido em 1921, após complicações em uma cirurgia.

Lovecraft trabalhou como jornalista por um curto período, durante o qual conheceu Sonia Greene, com quem viria a casar. Ela era judia natural da Ucrânia, oito anos mais velha que ele, o que fez com que sua tias protestassem contra o casamento. O casal mudou-se para o Brooklyn, na cidade de Nova Iorque, cidade que Lovecraft nunca gostou. O casamento durou poucos anos e, após o divórcio amigável, Lovecraft regressou a Providence, onde moraria até morrer.

O período imediatamente após seu divórcio foi o mais prolífico de Lovecraft, no qual ele se correspondia com vários escritores estreantes de horror, ficção e aventura. Entre eles, seu mais ávido correspondente era Robert E. Howard, criador de Conan o Bárbaro. Algumas das suas mais extensas obras, Nas Montanhas da Loucura e O Caso de Charles Dexter Ward, foram escritas nessa época.

Seus últimos anos de vida foram bastante difíceis. Em 1932, sua amada tia Lillian Clark, com quem ele vivia, faleceu. Lovecraft mudou-se para uma pequena casa alugada com sua tia e companhia remanescente, Annie Gamwell, situada bem atrás da biblioteca John Hay. Para sobreviver, considerando-se que seus próprios textos aumentavam em complexidade e número de palavras (dificultando vendas), Lovecraft apoiava-se como podia em revisões e "ghost-writing" de textos assinados por outros, inclusive poemas e não-ficção.

Em 1936, a notícia do suicídio de seu amigo Robert E. Howard deixou-o profundamente entristecido e abalado. Nesse ano, a doença que o mataria (câncer no intestino) já avançara o bastante para que pouco se pudesse fazer contra ela. Lovecraft suportou dores sempre crescentes pelos meses seguintes, até que em 10 de março de 1937 viu-se obrigado a se internar no Hospital Memorial Jane Brown. Ali morreria cinco dias depois. Contava então 46 anos de idade.

Howard Phillips Lovecraft foi enterrado no dia 18 de março de 1937, no cemitério Swan Point, em Providence, no jazigo da família Phillips. Seu túmulo é o mais visitado do local, mas passaram-se décadas sem que seu túmulo fosse demarcado de forma exclusiva. No centenário de seu nascimento, fãs norte-americanos se cotizaram para inaugurar uma lápide definitiva, que exibe a frase "Eu sou Providence", extraída de uma de suas cartas.

Obra

Muitos dos trabalhos de Lovecraft foram diretamente inspirados por seus constantes pesadelos, o que contribuiu para a criação de uma obra marcada pelo subconsciente e pelo simbolismo. As suas maiores influências foram Edgar Allan Poe, por quem Lovecraft nutria profunda afeição, e Lord Dunsany, cujas narrativas de fantasia inpiraram as suas histórias em terras de sonho.

Suas constantes referências, em seus textos, a horrores antigos e a monstros e divindades ancestrais acabaram por gerar algo análogo a uma mitologia, hoje vulgarmente chamada Cthulhu Mythos, contendo vários panteões de seres extradimensionais tão poderosos que eram ou podiam ser considerados deuses, e que reinaram sobre a Terra milhões de anos atrás. Entre outras coisas, alguns dos seres teriam sido os responsáveis pela criação da raça humana e teriam uma intervenção directa em toda a história do universo.

A expressão Cthulhu Mythos foi criada, após a morte de Lovecraft, pelo escritor August Derleth, um dos muitos escritores a basearem suas histórias nos mitos deste. Lovecraft criou também um dos mais famosos e explorados artefactos das histórias de terror, o Necronomicon, um fictício livro de invocação de demônios escrito pelo, também fictício, Abdul Alhazred, sendo até hoje popular o mito da existência real deste livro, fomentado especialmente pela publicação de vários falsos Necronomicons e por um texto, da autoria do próprio Lovecraft, explicando a sua origem e percurso histórico.

Fontes: Wikipédia - Lovecraft; Vida e Obra de H. P. Lovecraft.

Um Incêndio Imperfeito

"Em uma manhã de junho de 1872, bem cedo, assassinei o meu pai, ato que, naquele tempo, me causou uma impressão profunda. Tal se sucedeu antes de meu casamento, quando eu vivia ainda com os meus pais em Wiscosin.

Estávamos eu e meu pai na biblioteca de nossa casa, dividindo o produto dum furto que perpetráramos àquela noite, e que consistia sobretudo em trecos domésticos.

Apresentava-se sobremodo difícil realizar uma divisão equânime. Nós nos demos muito bem com os panos de mesa, toalhas e coisas afins e chegamos mesmo a dividir a prataria de uma forma deveras justa. Contudo, você pode verificar que, quando pretende dividir em duas, sem deixar restos, uma caixa de música, saberá que terá problemas.

Foi essa caixa de música que trouxe a desgraça e a desonra à nossa família. Se a tivéssemos largado no lugar, o meu pai ainda estaria vivo.

Tratava-se de uma peça singular, belamente trabalhada, dotada de valiosas incrustações em madeira e de talhas magnificamente aplicadas.

Não apenas executava uma grande variedade de melodias, como, sem que houvesse necessidade de dar-lhe corda, cantava como codorniz, latia como um cão, cacarejava todas as manhãs e recitava os dez mandamentos.

Foi justamente esta última aptidão que atraiu os amores de meu pai e o induziu a cometer o único ato desonroso de toda sua vida, embora estivesse inclinado a cometer outros, se fosse poupado: tentou ocultar de mim aquela caixinha de música. E me jurou, por sua honra, que não a furtara, embora eu soubesse muito bem que foi o propósito de consegui-la que o atraíra àquele roubo.

Ele escondera a caixinha de música sob a capa – nós vestíamos capas para que não fôssemos reconhecidos –, assegurando-me, solenemente, que não a subtraíra. Eu, porém, bem sabia que ele o fizera e, além disso, guardava o conhecimento de algo que ele, evidentemente, ignorava: se eu conseguisse prolongar a sessão que dedicávamos à divisão dos despojos, a caixa pôr-se-ia a cacarejar, denunciando-o.

Tudo sucedeu como eu previra. Quando, na biblioteca, a luz de gás punha-se a fenecer, deixando vagamente as formas das janelas surgir por detrás das cortinas, um som estrepitoso prolongou-se desde a capa que velho usava, seguido de alguns compassos de uma ária de Tannhauser, teminando com com um audível “clic”. Sobre a mesa, entre nós dois, jazia uma machadinha que empregáramos para entrar na desafortunada casa. Ao ver que lhe era inútil continuar em sua dissimulação, o velho sacou a caixa escondida na capa e a depositou na superfície da mesa.

- Parta a caixa em duas, se é isso o que você quer – disse. Eu só pretendia salvá-la da destruição.

Ele era um amante apaixonado pela música, e sabia tocar sanfona com sentimento e expressão

Eu falei:

- Eu não questiono a pureza de seus motivos; seria presunção de minha parte julgar o meu próprio pai. Mas negócio é negócio e com essa machada vou ultimar a dissolução de nossa sociedade, a não ser que o senhor consinta em levar uma certa vantagem em todos os roubos futuros.

- Não – disse ele, após uma breve reflexão. – Não, eu não poderia fazê-lo. Seria como uma confissão de desonestidade. Diriam que você desconfia de mim.

Não pude deixar de admirar o seu espírito e a sua sensibilidade. Por um momento, senti-me orgulhoso dele e estive disposto a perdoar-lhe o erro, mas, a um relance sobre a caixa de música ricamente trabalhada, tomei uma decisão e, como se diz, “despachei” o velho deste vale de lágrimas. Senti, porém, um certo desassossego. Ele era o meu pai, o autor do seu ser; demais disso, sem dúvida, alguém iria descobrir o corpo. Já era dia claro e minha mãe poderia entrar na biblioteca a qualquer instante. Em tais circunstâncias, achei oportuno “despachá-la” também, o que, igualmente, fiz. Depois, despedi e paguei os empregados domésticos.

Àquela tarde, procurei o chefe de polícia. Contei-lhe o que sucedera e pedi conselho. Seria extremamente doloroso para mim se os fatos fossem publicamente conhecidos. Todos reprovariam a minha conduta, os jornais cairiam sobre mim, isto poderia militar contra a chefatura por ocasião das eleições. O chefe bem assimilou a força de minhas considerações: ele mesmo era um assassino de vasta experiência. Após consultar o juiz da Corte de Jurisdição Variável, aconselhou-me a ocultar os corpos numas das estantes, providenciar um bom seguro para a casa e atear fogo em tudo. E foi isso mesmo o que eu fiz.

Havia, na biblioteca, uma estante que meu pai adquirira, recentemente, a algum inventor desvairado, e que ainda não estava preenchida. Tinha a forma e o tamanho desses armários fora de moda que se vêem nos guarda-roupas sem roupeiro, mas este se abria para baixo, como camisolas de senhoras. Era, ademais, guarnecido por portas de cristal. Pouco antes, eu amortalhara os meus pais. Eles já estavam rígidos demais para que pudessem manter-se eretos. Enfiei os dois na estante, cujas prateleiras eu havia removido, travando-os lá. E corri as cortinas sobre as portas de cristal. O inspetor da companhia de seguros passou meia dúzia de vezes em frente a ela sem de nada suspeitar.

Naquela mesma noite, depois de obter a apólice de seguro, deitei fogo à casa e cruzei o bosque, correndo em direção à cidade, a duas milhas de distância, onde cuidei para que fosse visto na hora mais agitada. Uni-me à multidão, gritando as mágoas pela sorte de meus pais, e cheguei ao incêndio duas horas depois de tê-lo provocado.

Quando cheguei, correndo, ali já se ajuntava a cidade inteira. A casa havia se consumido completamente, mas a estante ainda estava de pé, no meio das brasas cadentes, intacta. As cortinas arderam se afastaram, exibindo as portas de cristal. Através dela, uma intensa luz rubra iluminava o interior: ali estava o meu pai morto, íntegro como se estivesse ainda vivo e, junto a ele, prostrava-se a sua companheira de sofrimentos e alegrias.

Não tinham sequer um pêlo chamuscado e as suas roupas estavam ilesas. Nas cabeças e gargantas apareciam os ferimentos que eu me vira compelido a infligir-lhes para levar a cabo os meus intentos. As pessoas permaneciam em silêncio, como se em presença de um milagre. O respeito e o terror as fizeram emudecer. Até eu mesmo me encontrava extremamente afetado.

Passados uns três anos, quando os feitos acima relatados já quase desvaneciam de minha memória, estive em Nova Iorque para ajudar a passar letras do Tesouro falsificadas. Um dia, olhando despreocupadamente as vitrines de uma loja de móveis, contemplei uma exata reprodução daquela estante.

- Eu a comprei por uma mísera quantia a um inventor arrependido – explicou-me o lojista. – Ele me disse que a estante é à prova de fogo, já que seus poros de madeiras estão cheios de alumínio sob pressão hidráulica e o cristal é de asbesto. De minha parte, não creio que seja à prova de fogo. Você pode tê-la pelo mesmo preço que se paga por uma estante ordinária.

- Não – disse eu. – Se você não me pode garantir que não é à prova de fogo, eu não quero.

Então me despedi, dando-lhe bom-dia.

Eu não a teria por preço algum: ela me revivia lembranças sumamente desagradáveis".


por Ambrose Bierce
tradução de: José Jaeger

Ambrose Bierce


Ambrose Bierce nasceu em Ohio, EUA, a 24 Junho de 1842. Depois da Guerra Civil Americana, em que participou do lado da União, Bierce partiu para a Califórnia, onde se tornou jornalista.

Na Inglaterra a partir de 1872, trabalhou para revistas humorísticas como a «Figaro» e a «Fun». Regressou aos Estados Unidos em 1875, iniciando um longo período de colaboração com vários jornais.

Tornar-se-ia um dos jornalistas e escritores mais conhecidos do seu tempo, não deixando ninguém indiferente ao seu sentido acutilantemente crítico e satírico da humanidade. Com humor insolente, atacou todos os quadrantes da sociedade: as religiões, a política, a economia, o sentimentalismo...

Em 1913, aos setenta e um anos, Bierce partiu ao encontro da Revolução Mexicana, sem deixar rastro. A sua morte permanece um mistério, mas acredita-se que possa ter acontecido durante a Batalha de Ojinaga, em Janeiro de 1914.

Algumas de suas obras

Dicionário do Diabo (publicado num jornal, entre 1881 e 1906), Um Incêndio Imperfeito, O Dedo Médio do Pé Direito.

Seu humor satírico

"O que vale a pena fazer vale a pena o trabalho de pedir a alguém para o fazer".

"Dever: aquilo que nos impele inexorávelmente, através do nosso desejo, na direção do lucro".

"Anistia é a generosidade do governo para com os condenados cujo castigo se tornaria demasiado caro".

"Uma insanidade passageira, curável pelo casamento".

"Crítico: Pessoa que se vangloria de ser de satisfação difícil, porque ninguém lhe tenta agradar".

"O egoísta é um sujeito mais interessado em si próprio do que em mim".

"O conhecimento é a pequena porção da ignorância que arrumamos e classificamos".

"Economia: aquisição do barril de uísque de que não precisamos pelo preço da carne de vaca que não nos podemos dar ao luxo de comprar".

"O saber é um gênero da ignorância humana que distingue o homem estudioso".

"Hospitalidade: virtude que nos obriga a alimentarmos e alojarmos certas pessoas que não precisam de alimentos nem de alojamento".

"Cristão: Alguém que acredita que o Novo Testamento seja um livro inspirado por Deus, admiravelmente adaptado às necessidades espirituais do seu próximo".

"O casamento é uma cerimônia em que dois se tornam um, um se torna nada e nada se torna suportável".

"A eloquência é a arte de persuadir oralmente os tolos de que o branco é a cor que parece ser. Inclui o dom de fazer qualquer cor parecer branca".

"A morte não é o fim. Resta sempre a luta pelo espólio".

"Paciência: uma forma menor de desespero, mascarada de virtude".

"Ousadia: Uma das qualidades mais notáveis de um homem em segurança".

"Epitáfio é uma inscrição num túmulo que mostra que as virtudes adquiridas pela morte têm efeito retroativo".

"Riso: uma convulsão interior, que produz uma distorção da expressão facial e que é acompanhada por sons desarticulados. É contagioso e, embora intermitente, incurável"
(Dicionário do Diabo).

"O pessimismo é uma filosofia imposta às convicções do observador pelo desalentador predomínio do otimista".

"Casamento: estado ou condição de uma comunidade formada por um senhor, uma senhora, e dois escravos, totalizando dois".

Fontes: Edições tinta-da-china - Autores; Ambrose Bierce - Pensador.

A Sombra Ruiva


A Irlanda é cheia de lendas sobre a banshee, criatura lacrimosa cujas visitas anunciam mortes. Seu nome, em celta, é bansidhe - fada - embora muitos digam seja um espírito, ora bondosos ora malévolos. Essas aparições estão ligadas por lendas centenárias às grandes casas da Irlanda, cujos infortúnios ficam registrados nos gritos lamuriantes ou nas risadas demoníacas do espírito.

Existem vários relatos corroborando essas Lendas, mas talvez o mais impressionante ocorreu no século XVII na Irlanda, na residência dos O'Brien. Certa noite, Lady Ann Honora O'Brien foi acordada por numa noite por uma voz suave. Olhou pela janela e viu uma mulher que parecia flutuar bem em frente à vidraça. O corpo do fantasma se perdia na bruma, mas seu rosto, delineado pela Lua, estava claro - pálida, de olhos verdes, linda e uma farta cabeleira ruiva. A aparição gemeu três vezes, suspirou e sumiu.

Aquela imagem fascinou e amedrontou a jovem Ann, mas pensando que fosse apenas um sonho, dormiu novamente. Na manhã seguinte, Lady Ann encontrou sua família em prantos... seu irmão mais jovem havia morrido durante a noite. Sem saber o que fazer, a jovem contou aos pais sobre a visão que tivera na noite anterior.

Aquilo não alertou ninguém, pois os mais velhos sabiam que sempre que um O'Brien morria, uma jovem ruiva que morrera no castelo e fora enterrada no jardim - logo abaixo da janela de Lady Ann - aparecia para um membro da família e chorava pelo parente morto.

Fonte: Imagem e texto retirados da Coleção "Mistérios do Desconhecido" da Ed. Abril.

Carona Maldita


A única luz que podiam contar, era a inconstante luz da lua, que de tempos em tempos se escondia atrás das nuvens. Os dois jovens amigos andavam pela estrada de chão, estavam tentando atravessar o país pedindo carona, e estavam conseguindo.

A última carona foi até Diamantina, agora seguiam a pé por uma estrada deserta que os levaria até Belo Horizonte, mas os jovens não conseguiram mais nenhuma carona desde que chegaram ao interior de Minas.

_ Esses caipiras da roça são um bando de pão com frango! Gritou o mais jovem, filho de um industrial paulista.

_ Ôrra meu! Durante o dia, vários caminhões de leite, caminhonetes, carroças e até carros de boi passaram por nós, e ninguém parou! Agora a noite vai ser mais foda ainda! Constatou o amigo, também filho de um industrial paulista.

_ Povo do mato é muito "laranjão"! Só ficam "janelando"! Resmungou o mancebo.

E eles continuaram a andar pela estrada escura e fedida de esterco de vaca. Tudo parecia normal, mas algo estranho, muito estranho estava para acontecer.

_ Você notou como a lua está grande hoje? Perguntou o varão mais novo ao mais velho.

_ É lua cheia! Estamos no fim da quaresma! Semana Santa! Você viu as procissões em Diamantina?

_ Vi....esse povo da roça é muito "jagodes"! Reza o dia inteiro... sem falar nas superstições!

_Foda-se pra lá!

Mas de repente, uma luz que não era da lua veio de trás deles!

_ Está vindo um carro pela estrada! Empolgou-se o fidalgo.

_ Vamos pedir carona? Espero que pare! Estou morrendo de sono! Sugeriu o mais maduro.

_ É uma caminhonete velha! Tomara que tenha espaço atrás! Observou o rapaz mais jovem .

_Tomara que pare, senão estaremos fodidos! Cogitou o também rapaz, porém mais velho.

E os dois adolescentes estenderam seus dedos polegares e estamparam um sorriso em suas faces. Essa poderia ser a última chance! A caminhonete passava por eles agora.

_Ih meu! Parou! Vamos!!! Alegrou-se o jovem paulista.

Era uma rural azul 69 muito velha, na frente iam duas pessoas, um velho senhor e um garoto que parecia ser seu neto. O velho fez sinal para os dois pularem da parte traseira (que estava sem tampa) da velha Rural. Os jovens não pestanejaram, pularam na carroceria cheia de bosta de galinha. E o velho deu partida!

_ Pronde ocês tão indo uai? Perguntou o ancião pela janelinha traseira aos guris.

_ Pra BH ! Responderam em coro.

_ Êê! Eu num vô té lá não, mas deixo ocês em Paraopeba! De lá, cês vão pá Belzonte! Avisou o octogenário.

Durante toda viagem, o velho conversava sem parar com os infantes caronas, mas o garotinho permanecera mudo e imóvel o tempo todo, parecia que nem piscava! Uma atitude insólita para um menino que nem tinha os pêlos pubianos. A noite estava muito escura, pois a lua, sonolenta, se encontrava em um leito de nuvens. Ás vezes os viajantes passavam por um ou outro botequim de beira de estrada, perto de alguma fazenda.

_ Ô meu! Está com fome? Estou afim de dois pastel e um chopes! Perguntou o rapaz mais velho ao amigo.

_ Não, estou sem fome! Engoli um besouro à uns 5 minutos atrás! Respondeu contrariado o rapaz.

_ Você reparou como tem placas nos botequins e fazendas dizendo: "Temos Parapapum", "Parapapum Dia e Noite"...?

_ É! Deve ter gente que sai até a noite para comer ou beber ou trepar nesse tal de Parapapum....

A viagem estava tranqüila, com os viajantes conversando alegremente, com exceção do menino.

_Ô tio! Esse menino aí! É seu neto? Por quê ele fica quieto o tempo todo? Perguntou um dos caronas.

_ Não! Ele é o último rebento da minha muié! É o meu sétimo filho menino homem! Ele é quieto assim mesmo! Deve cê duenti!

_ Sétimo filho??? Ôrra!!! o senhor mete pra diabo! Disse o mais novo fidalgo.

_ Eu também sô o sétimo filho da minha mãe, muié do meu pai! O povo diz que nóisvirar lobisomem! Esse povo daqui é muito besta ! Isso é coisa do tinhoso, e eu minha muié somo muito religioso! Disse o ancião.

_Tem muitas lendas desse tipo aqui em Minas? Perguntou o donzel.

_Vije! E como tem sô! Inda mais agora, qui tamo no fim da quaresma, semana santa, hoje é quinta Feira da Paixão, lua cheia. Eu falo procês, se existe esse coisa ruim do lobisomem, é hoje que ele aparece! Falou o velho homem.

A lua cheia estava no zênite, e acabara de sair por detrás da lívidas nuvens da noite mineira. Nesse momento o garoto começou a se mexer, parecia que estava com soluço.

_ Que foi fio? Tá cum vontade de mijá? Perguntou o ancião.

O menino começava a balançar a cabeça e a babar! Estava tentando tirar as roupas enquanto gemia. O menino fechou os olhos e colocou as mãos na boca!

_ Para o carro!! Acho que o menino vai vomitar!! Gritou o natural do tietê.

_ Calma fio!! A primeira veiz é assim mesmo! Acalentou o velho.

_ Primeira vez o quê? Perguntaram em Coro.

_ Ara! Ocês prestaram atenção no que eu disse procês? Respondeu o velho, com uma voz estranha, muito estranha.

Os jovens paulistas teriam botado um ovo se fossem galináceos do sexo feminino, pois pela pequena janela que separava a cabina da rural e a carroceria, eles notaram para o seu espanto que o rosto do velho estava completamente mudado, um par de olhos vermelhos encaravam os jovens, enquanto algo que parecia um focinho de um cão se projetava para fora da cabina. Pelos longos e negros e uma orelha pontiaguda apenas confirmaram o desespero dos jovens.

Os jovens, por uma fração de segundo, encararam aquele rosto hediondo enquanto o menino se contorcia ao lado do pai. Centésimos que foram suficientes para um braço e suas garras estatelarem o vidro da janela e agarrar o pescoço do rapaz mais velho.

Uma onda de pânico cresceu entre os jovens, pois a Rural ainda em movimento os deixavam ainda mais confusos. Era questão de milésimos para o velho lupino esmagar os osso do pescoço do rapaz enquanto o outro, ainda paralisado de medo, estava a poucos centímetros do vidro.

Mas por capricho do destino, a caminhonete se encontrava sobre uma ponte, e bastou apenas um chute do garoto - que estava tremendo todo - no volante, para fazer com que a velha Rural fosse de encontro com um barranco, causando uma queda de 7 metros até o pequeno córrego que passava por baixo da ponte. Isso pegou todos de surpresa, o velho licantropo que começara a esmagar o pescoço do rapaz, só sentiu o que estava acontecendo quando foi arremessado pelo para brisa na primeira capotagem! Outras 4 capotagens deram por fim ao acidente, os rapazes que estavam na carroceria tiveram sorte, pois caíram sobre o lamaçal, amortecendo a queda, o mesmo não pode se dizer do bípede canino, pois ao ser arremessado para fora da velha rural, seu corpo foi esmagado pela sua própria caminhonete, quebrando todos os seus ossos.

Os jovens estavam atordoados e cambaleando, com poucos ferimentos. Alguns instantes depois, conseguiram ver o que aconteceu, o lobisomem esmagado sob a rural estava morto... mas e o garoto? Os jovens procuraram pelo garoto em volta do acidente, mas não encontraram nada. Estavam começando a ficar preocupados quando ouviram um gemido dentro da cabide da rural, se aproximavam com muito cuidado, o rapaz mais jovem pegara uma enxada que estava com eles na carroceria e o mais velho, uma pá. Todas estavam caídas próximo à eles. Quando abriram a cabina, viram uma cena horrível!

O garoto estava no meio da transformação, uma figura híbrida de lobo e humano estava se contorcendo em meio de uma sopa de sangue, pois no acidente, a criatura ficou muito ferida, e com sua perna esta dobrada ao contrário, deixava a cena mais horrenda!

_ Ô Meu! Você está bem? Perguntaram em coro.

_ Argh!!!!!!! Respondeu o garoto.

_ TUM! PLOFT! PUM! PLAFT! PLOING! TUMP! SPLASH! Responderam em coro.

A cena que se seguiu foi terrível, os dois jovens burgueses, tomados pela cólera ircúndia e ódio (ê redundância), começaram a destruir a criatura com golpes de enxadas e pás! O corpo do Lobiboy se tornara uma carne moída! Jatos de sangue espirravam a cada enxadada na barriga da monstro, os rapazes estavam completamente ensopados com o sangue da criatura. Essa carnificina durou alguns minutos. Quando não se podia mais separar o que era corpo, sangue, lama e terra, os dois rapazes pararam de malhar com os equipamentos agrícolas. Ficaram lá, respirando profundamente, com uma repugnante mistura de lama, suor e sangue sobre o corpo inteiro, olhando as duas criaturas mortas no brejo.

Os dois rapazes se olharam, subiram os barranco até a estrada e seguiram caminho para Belo Horizonte sob a luz da lua cheia.

Fonte: Carona maldita.

A Morte bate a Porta

Numa certa noite de interior, em meio a uma roda com fogueira, muito frio e histórias de horror, um certo garoto lança um desafio ao amigo. Faremos uma aposta, eu duvido que o Márcio entre no cemitério a meia noite???? Márcio então respondeu ao amigo:

- Aceito o desafio e não só entro como ainda trago algo para comprovar que estive lá. Então a meia noite ambos foram ao portão do cemitério, o amigo para ver com seus próprios olhos que Márcio entraria. Marcio entra, e o amigo assustado com a escuridão corre de volta para casa e fica lá com os amigos esperando o retorno de Marcio.

Marcio com muito medo, começa a ouvir passos e vozes, olha para traz e nada vê somente uma enorme escuridão, com muito medo, arranca logo uma cruz do cemitério e corre desesperado de volta para casa...... ao sair do cemitério ao longe escuta gritos de desespero.

Chegando em meio ao amigos, entra em casa sorridente e mostrando a todos sua coragem, com aquela cruz na mão, prova ao amigo que não tem medo de mortos. Os dois ficam rindo da aposta... quando adentra em casa um dos amigos dizendo:

- Márcio, o João Alves está ai fora te procurando.... ele veio buscar algo dele que está com você.

Márcio olha desesperado para o amigo e diz: - Mas eu não conheço nenhum João Alves, e no mesmo instante os dois olham para a cruz e para espanto dos dois, na lápide havia o nome... "João Alves".

Fonte: Contos de Terror...

A Morte do Demônio


The Evil Dead (1982) foi lançado em vídeo VHS pela "Look" com o nome de "A Morte do Demônio". Esse mesmo filme foi exibido nos cinemas como "Uma Noite Alucinante - Parte 1 - Onde Tudo Começou". Já Evil Dead II (1987) foi lançado em vídeo VHS pela "Tec Home" com o nome de "Uma Noite Alucinante" e foi exibido nos cinemas em 1988 com esse mesmo nome, seguido do subtítulo "Mortos ao Amanhecer".

Toda essa confusão aconteceu porque o segundo filme estreou por aqui antes do original. E para complicar mais ainda, vale registrar um protesto quanto ao péssimo título nacional escolhido para "The Evil Dead". O filme recebeu o nome equivocado de "A Morte do Demônio" quando o ideal seria manter o título original.

Porém, se ainda assim os responsáveis pela distribuição da fita no país preferissem optar por um nome nacional, o mais correto seria algo como "Os Mortos Malignos", uma tradução literal e mais coerente com a obra.

Ambos os filmes foram escritos e dirigidos pelo jovem e competente cineasta Sam Raimi (que faria mais tarde a mega produção "Homem-Aranha" e suas seqüências), e estrelados pelo hábil Bruce Campbell, que também foi produtor. Como já mencionado, há diferenças entre as duas produções mesmo porque não há uma sequência exata entre elas.

O segundo filme é apenas uma variação da história do primeiro e está mais voltado para o humor negro. Já o primeiro filme é bem mais violento, repleto de cenas repugnantes e assustadoras, tanto é que foi proibida sua exibição na Inglaterra por dois anos, e mesmo assim ganhou vários prêmios em festivais sendo até hoje aclamado pelos fãs como um dos principais filmes de horror já realizados.

Desde 1978, o jovem Sam Raimi com a ajuda do produtor Robert G. Tapert e do ator Bruce Campbell, estavam planejando realizar um filme diferente e de impacto. Então um ano depois eles lançaram o violento e raro "Within the Woods", cuja história acabou dando origem em 1982 ao brutal "The Evil Dead".

Nada melhor que o escritor Stephen King para comentar esse projeto: "Eu gosto desse filme, é diferente dos outros". O apoio de King foi fundamental para o sucesso da produção.

A história é simples e sem novidades, girando em torno da descoberta de um livro antigo amaldiçoado chamado de "O Livro dos Mortos". Esse artefato, confeccionado e escrito há mais de três mil anos atrás, com carne e sangue humanos, era composto de frases e passagens cabalísticas de rituais de sepultamento e feitiços funerários, que uma vez recitadas tinham o poder de ressuscitar demônios até então adormecidos, e forças malignas que vagam pelas florestas e pela escuridão da civilização, as quais uma vez despertadas, podiam se apossar dos vivos. "O Livro dos Mortos" nada mais é do que uma versão do famoso e obscuro "Necronomicon", mito largamente explorado na literatura macabra do escritor Howard Phillips Lovecraft.

Um grupo formado por cinco jovens estão em passeio nas montanhas do Tenessee e se hospedam numa velha cabana abandonada. Ashley (Bruce Campbell), sua namorada Linda (Betsy Baker) e sua irmã Cheryl (Ellen Sandweiss), além do casal de amigos Scott (Hal Delrich) e Shelly (Sarah York), procuram apenas bons momentos de diversão e descanso, não imaginando o inferno que os aguardava.

Eles encontram no porão um estranho livro acompanhado de um gravador com uma fita, material pertencente a um arqueólogo que trabalhava em misteriosas escavações nas Ruínas de Kandar. Os jovens resolvem ouvir a fita, que reproduz a narração do arqueólogo falando de suas descobertas e explicando que involuntariamente invocou entidades demoníacas que tinham o poder de se apossar dos vivos. A única forma de livrar o corpo do espírito maligno era através do esquartejamento. E acidentalmente a fita recita um encantamento diabólico:

"Tatra amistrobin azarta, tatis manor manziz hounaz, ansobar saman darobza dahir saika danz deroza, kandar, kandar, kandar". (Nota do Autor 1: Não me responsabilizo pela citação dessas palavras e a possibilidade hostil de suas consequências...).

Dessa forma, os jovens inadvertidamente permitiram ressuscitar ferozes demônios "kandarianos" que estavam inativos. Os espíritos malignos estavam apenas aguardando a oportunidade de se manifestarem e se apossar dos humanos um a um, sobrando apenas o herói Ashley para combatê-los e lutar bravamente por sua vida.

São várias as sequências de destaque como a cena perturbadora em que Cheryl sai à noite sozinha pelo bosque e é estuprada violentamente por árvores vivas, possuídas por demônios. Ou ainda quando a mesma garota torna-se a primeira vítima de possessão, gritando com uma voz gutural aos seus amigos: "Por que vocês perturbaram nosso sono? Acordando-nos de nossa duradoura inatividade? Vocês morrerão! Como os outros antes de vocês! Um por um, nós vamos tomá-los!". Essa sequência já é clássica e define apenas o início da carnificina sangrenta que estava por vir.

O desfile de atrocidades continua quando Shelly é a próxima possuída e num momento de insanidade total, ela arranca a própria mão direita vagarosamente com os dentes numa cena grotesca. Após muito sangue, gosmas coaguladas, vísceras expostas, líquidos putrefatos, carne destroçada, ossos partidos, desmembramentos e cabeças decepadas, a noite infernal termina e o início da manhã reservaria um desfecho digno para o herói Ashley, permitindo várias interpretações e certamente fugindo do convencional clichê de final feliz. Sem dúvida nenhuma, uma obra prima do horror com algumas das cenas mais repugnantes e violentas já filmadas, tudo de forma avassaladora. (por Renato Rosatti)

Ficha Técnica:

A Morte do Demônio (The Evil Dead - EUA/1981)
Direção: Sam Raimi
Roteiro: Sam Raimi
Elenco: Bruce Campbell (Ashley J. Williams/Ash), Ellen Sandweiss (Cheryl), Richard DeManincor (Scott), Betsy Baker (Linda), Theresa Tilly (Shelly)
Duração: 85 min.
Gênero: Fantasia/Terror

Sinopse:

Cinco estudantes vão passar um fim de semana numa cabana isolada nos bosques de Tennessee. Os jovens têm estranhas experiências, obviamente causadas pela presença do Livro dos Mortos (o Necronomicon Ex Mortis, encadernado em papel humano e escrito em sangue), que encontram.

Logo depois encontram um gravador que contém uma fita gravada. A fita foi gravada pelo dono da cabana (um arqueólogo), com a tradução de algumas passagens do livro. Ao ser reproduzida pelos estudantes, desperta os espíritos que estavam adormecidos e que habitam o bosque. Os espíritos começam a possuir os jovens um por um, até que o protagonista e único sobrevivente Ash acaba com eles.

Fontes: Morte do Demônio, A; A Noite dos Mortos Vivos - Evil Dead; Evil Dead.
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