quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Charles Baudelaire

Baudelaire marcou com sua presença as últimas décadas do século XIX, influenciando a poesia internacional de tendência simbolista. De sua maneira de ser originaram-se na França os poetas "malditos". De sua obra derivaram os procedimentos anticonvencionais de Rimbaud e Lautréamont, a musicalidade de Verlaine, o intelectualismo de Mallarmé, a ironia coloquial de Corbière e Laforgue.

Poeta e crítico francês, Charles-Pierre Baudelaire nasceu em Paris em 9 de abril de 1821. Desavenças com o padrasto forçaram-no a interromper seus estudos, iniciados em Lyon, para uma viagem à Índia, que interrompeu nas ilhas Maurício. Ao regressar, dissipou seus bens nos meios boêmios de Paris, onde conheceu a atriz Jeanne Duval, uma de suas musas. Outras seriam, depois, Mme. Sabatier e a atriz Marie Daubrun. Endividado, foi submetido a conselho judiciário pela família, que nomeou um tutor para controlar seus gastos. Baudelaire permaneceu sempre em conflito com esse tutor, Ancelle.

Acontecimento capital na vida do poeta é o processo a que foi submetido em 1857, ao publicar Les Fleurs du mal (As flores do mal). Além de condená-lo a uma multa por ultraje à moral e aos bons costumes, a justiça obrigou-o a retirar do volume seis poemas. Só a partir de 1911 apareceram edições completas da obra.

Mal compreendida por seus contemporâneos, apesar de elogiada por Victor Hugo, Teóphile Gautier, Gustave Flaubert e Théodore de Banville, a poesia de Baudelaire está marcada pela contradição. Revela, de um lado, o herdeiro do romantismo negro de Edgar Allan Poe e Gérard de Nerval, e de outro o poeta crítico que se opôs aos excessos sentimentais e retóricos do romantismo francês.

Uma nova estratégia da linguagem

Quase toda a crítica moderna concorda que Baudelaire inventou uma nova estratégia da linguagem. Erich Auerbach observou que sua poesia foi a primeira a incorporar a matéria da realidade grotesca à linguagem sublimada do romantismo. Nesse sentido Baudelaire criou a poesia moderna, concedendo a toda realidade o direito de ser submetida ao tratamento poético.

A atividade de Baudelaire se dividiu entre a poesia, a crítica literária e de arte e a tradução. Seu maior título são Les Fleurs du mal, cujos poemas mais antigos datam de 1841. Além da celeuma judicial, o livro despertou hostilidades na imprensa e foi julgado por muitos como um subproduto degenerado do romantismo.

Tanto Les Fleurs du mal como os Petits poèmes en prose (1868; Pequenos poemas em prosa), depois intitulados Le Spleen de Paris (1869) e publicados em revistas desde 1861, introduziram elementos novos na linguagem poética, fundindo o grotesco ao sublime e explorando as secretas analogias do universo. Para fixar a nova forma do poema em prosa, Baudelaire usou como modelo uma obra de Aloïsius Bertrand, Gaspard de la nuit (1842; Gaspar da noite), se bem tenha ampliado em muito suas possibilidades.

Crítica de arte e traduções

Baudelaire destacou-se desde cedo como crítico de arte. O Salon de 1845 (Salão de 1845) e o Salon de 1846 (Salão de 1846) datam do início de sua carreira. Seus escritos posteriores foram reunidos em dois volumes póstumos, com os títulos de L'Art romantique (1868; A arte romântica) e Curiosités esthétiques (1868; Curiosidades estéticas). Revelam a preocupação de Baudelaire de procurar uma razão determinante para a obra de arte e fundamentam assim um ideário estético coerente, embora fragmentário, e aberto às novas concepções.

Extensão da atividade crítica e criadora de Baudelaire foram suas traduções de Edgar Allan Poe. Dos ensaios críticos de Poe, sobretudo "The Poetic Principle" (1876; "O princípio poético"), Baudelaire tirou as diretrizes básicas de sua poética, voltada contra os excessos retóricos: a exclusão da poesia dos elementos de cunho narrativo; e a relação entre a intensidade e a brevidade das composições.

Ainda um outro Baudelaire é o revelado em suas obras especulativas e confessionais. É o caso de Les Paradis artificiels, (1860; Os paraísos artificiais, ópio e haxixe), especulações sobre as plantas alucinó opium et haschischgenas, parcialmente inspiradas nas Confessions of an English Opium-Eater (1822; Confissões de um comedor de ópio) de Thomas De Quincey; e de Journaux intimes (1909; Diários íntimos) -- que contém "Fusées" (notas escritas por volta de 1851) e "Mon coeur mis a nu" ("Meu coração desnudo") --, cuja primeira edição completa foi publicada em 1909. Tais escritos são o testamento espiritual do poeta, confissões íntimas e reflexões sobre assuntos diversos.

Quer pelo interesse inerente a sua grande poesia, quer pelos vislumbres que essas confissões propiciam, Baudelaire se destaca entre os poetas franceses mais estudados por ensaístas e críticos. Jean-Paul Sartre situou-o como protótipo de uma escolha existencial que teria repercussões no século XX, enquanto a crítica centrada nas relações históricas, como a de Walter Benjamin, dedicou-se a examinar sua consciência secreta de uma relação impossível com o mundo social.

Após uma existência das mais atribuladas, Baudelaire morreu de paralisia geral em Paris em 31 de agosto de 1867, quando mal começava a ser reconhecida sua influência duradoura sobre a evolução da poesia.

Fonte: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

Robert Louis Stevenson

Tido a princípio como ensaísta artificial e afetado, ou mero escritor de livros infantis, somente meio século após sua morte Stevenson passou a ser visto como autor vigoroso e original, que em seus ensaios e romances revela aguda percepção da alma humana.

Robert Louis Balfour Stevenson nasceu em 13 de novembro de 1850 em Edimburgo, Escócia. Filho de renomado engenheiro civil, recusou-se a seguir a profissão do pai e comprometeu-se a estudar direito, mas abandonou o curso para ser escritor.

Em 1873 viajou à França em busca de clima mais adequado ao tratamento dos problemas respiratórios que o atormentavam. Suas freqüentes viagens ao exterior, em especial à França, foram relatadas no livro de crônicas An Inland Voyage (1878; Uma viagem pelo interior) e Travels with a Donkey in the Cévennes (1879; Viagem com um asno nas Cévennes).

Em 1881 fixou residência na Escócia e posteriormente em Bournemouth, na Inglaterra, onde pôde se dedicar inteiramente à literatura. Ainda em 1881 Stevenson publicou Virginibus puerisque (Às donzelas e aos garotos) e, em 1883, Treasure Island (A ilha do tesouro). Com esses livros, angariou prestígio imediato junto ao público pela capacidade de prender a atenção do leitor, graças à maneira habilidosa de contar suas histórias. Em todas as obras de ficção, Stevenson manteve o gosto pela aventura e pelo fantástico, a que se mistura uma notável capacidade de análise psicológica dos personagens.

O livro que lhe deu maior popularidade, no gênero de romance de aventuras, foi Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hide (1886; O médico e o monstro), no qual o autor aborda as duas naturezas antagônicas da alma humana. The Merry Men and Other Tales and Fables (1887; Os homens alegres e outras histórias e fábulas) revela a inclinação de Stevenson pelos temas de terror. Kidnapped (1886; Seqüestrado), que teve seqüência em Catriona (1893), e The Black Arrow: A Tale of the Two Roses (1888; A flecha negra: história de duas rosas) são romances históricos.

Dr. Jekyl And Mr. Hyde - The Transformation - Illustration by William Hole


Em agosto de 1887, ainda com o objetivo de tratar da saúde, foi para Nova York, onde encontrou boa recepção do público. Vários editores interessaram-se pela publicação de suas obras e chegaram a oferecer-lhe contratos lucrativos. Nessa época, escreveu The Master of Ballantrae (1889; O senhor de Ballantrae), outra obra em que trata da ambigüidade moral, num relato impactante prejudicado pelo desfecho artificial.

Em 1888 Stevenson empreendeu viagem com a família pelas ilhas do Pacífico sul, novamente motivado por problemas de saúde. Nesses lugares exóticos, esforçou-se por compreender a vida dos nativos, e como resultado escreveu In the South Seas (1896; Nos mares do sul) e A Footnote to History (1892; Nota de rodapé da história). Decidiu então fixar-se em Vailima, Samoa Ocidental, onde durante o resto da vida contou com a simpatia e a admiração dos nativos.

Seus últimos romances reproduzem, com notável lucidez, a frustração do homem diante do contraste entre o desejo e a realidade. A esse período pertence também a coletânea de poesias Ballads (1890; Baladas). Stevenson morreu em Vailima, Samoa, em 3 de dezembro de 1894.

Fonte: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

Bernardo Guimarães

Bernardo Joaquim da Silva Guimarães, romancista e poeta da segunda geração romântica, nasceu em 1825 e morreu em 1884. Como ficcionista, a capacidade incomum para retratar os costumes regionais o levou à adoção de uma linguagem atravessada por saborosas expressões do interior e, mais do que isso, pelo próprio pitoresco da oralidade provinciana.

Assim, uma de suas contribuições mais importantes foi a de minar o excesso declamatório vigente na época em que viveu. Com Escrava Isaura, romance de denúncia antiescravocrata, o escritor se tornou popular até nossos dias.

Aventurou-se, também, como José de Alencar, pelo romance histórico, folclórico-lendário, indianista e psicológico, mas, contrariamente àquele, com sua poesia, realizou paródias do indianismo com o intuito de, ridicularizando-o, deixá-lo para trás.

Poemas satíricos, obscenos e bestialógicos, filiando-o à corrente satânica do ultra-romantismo, consolidaram o lado boêmio do escritor.

Afastando-se de um lirismo açucarado de muitos poetas de então, ele emprega todo um vocabulário de práticas sexuais explícitas que choca a moralidade conservadora reinante.

Arthur Miller

As obras do dramaturgo americano Arthur Miller exerceram grande influência no teatro do século XX e criaram novos modelos no que se refere à temática social e à profundidade psicológica dos personagens.

Arthur Miller nasceu na cidade de Nova York, em 17 de outubro de 1915. A ruína econômica de sua família, precipitada pela grande depressão da década de 1930, obrigou-o a trabalhar como auxiliar num armazém para custear os estudos na Universidade de Michigan, onde começou a escrever suas peças. Seu primeiro sucesso foi Focus (1945; Foco), romance sobre o anti-semitismo, e All My Sons (1947; Todos eram meus filhos), inspirada no teatro de Ibsen, foi sua primeira peça importante.

A consagração definitiva veio com Death of a Salesman (1949; A morte do caixeiro-viajante), representação da dramática desintegração dos valores sociais e humanos de um indivíduo de classe média, que ganhou o Prêmio Pulitzer. A esse êxito se sucederam outros, como The Crucible (1953; As feiticeiras de Salem), sobre os julgamentos de bruxas em Massachusetts, em 1692, que foi interpretada como uma alusão às perseguições macartistas na década de 1950.

Em After the Fall (1964; Depois da queda) se observam referências de caráter autobiográfico sobre sua relação com a segunda esposa, a atriz Marilyn Monroe, para quem escrevera anteriormente um roteiro de cinema, The Misfits (1961; Os desajustados).

Em 1969, dirigiu a montagem londrina de sua peça The Price (1968; O preço). Numa fase posterior, Miller dedicou-se preferencialmente a gêneros como o conto e o ensaio sobre teatro.

Fonte: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

Sexta-Feira 13

Essa data é considerada popularmente como um dia de azar e a superstição teve origem no dia 13 de Outubro de 1307, sexta-feira, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo rei Filipe IV de França. Os seus membros foram presos simultaneamente em todo o país, e alguns torturados e, mais tarde, executados, por heresia.

Essa data foi fatal para os templários, e lembrado supersticiosamente ainda nos nossos dias como a azarenta ‘Sexta-feira 13’. Ao fim da tarde, agentes do rei Filipe IV atacaram. Num assalto fulminante, acusaram e prenderam templários por toda a França. A data tinha sido escolhida pela coincidência da visita à França de vários líderes Templários, incluindo o próprio Grande Mestre Jacques de Molay.

Mas quando os agentes entraram no templo em Paris, sede dos templários, descobriram que todos os documentos e, mais importante ainda para Filipe, o tesouro tinha sido removido. Os agentes também tentaram capturar a frota templária, a maior da Europa, que estava atracada em La Rochelle.

Mas uma vez mais se frustrou a intenção — a frota tinha já partido. Até hoje a vasta riqueza dos Templários nunca foi encontrada. Nem tão pouco foi descoberto para que porto a frota seguiu — ou onde atracou.

Charles Dickens

Um dos mais célebres romancistas ingleses, Dickens é também o mais típico da Inglaterra vitoriana. Criou uma prosa original, rica de símbolos, e viu-se cercado da fama de reformador por ter narrado os horrores dos asilos, escolas e prisões da época.

Sua obra, impregnada de mistério, é aparentada com o romance gótico e constitui um vasto painel melodramático da Londres industrial de 1830-1850.

Charles John Huffam Dickens nasceu em Portsmouth, Hampshire, em 7 de fevereiro de 1812. Seguiu para Londres com a família, que em 1823 se instalou no bairro popular de Camden Town e passou por grandes dificuldades financeiras. O pai foi preso por dívidas e Charles teve de se empregar aos 12 anos numa fábrica.

Uma herança inesperada permitiu-lhe prosseguir os estudos. Depois de trabalhar como escrevente de cartório, dedicou-se ao jornalismo. Como repórter, aprofundou seu conhecimento da cidade e entrou em contato com a vida dos tribunais e do Parlamento. Desde 1833 publicou crônicas humorísticas, em diferentes periódicos, sob o pseudônimo de Boz.

Em 1836 casou-se com Catherine Hogarth, com quem teve dez filhos. De início, lançou seus romances em fascículos, com os quais obteve grande sucesso. Viajou pelos Estados Unidos, Itália, França e outros países. Foi editor de vários periódicos e, em 1846, fundou o Daily News. Ligou-se à atriz Ellen Ternan (1857), com quem passou a viver, e a partir de 1858 dedicou-se a leituras públicas de suas obras, já então internacionalmente famosas.

As primeiras crônicas humorísticas de Dickens, com cenas da vida cotidiana, foram reunidas no volume Sketches by Boz (1836; Esboços feitos por Boz). O sucesso valeu-lhe a encomenda dos Pickwick Papers (1836-1837; Documentos de Pickwick), romance burlesco sobre as peripécias de um grupo de esportistas amadores, cuja trama lhe serviu de pretexto para satirizar o sistema judiciário inglês.

Inspirado na Londres de sua infância, escreveu a seguir Oliver Twist (1838), história de um menino, vítima das condições sociais, que em meio à corrupção preserva sua pureza. Nicholas Nickleby (1839) descreve os horrores do internato, as perseguições sofridas pelas crianças e os abusos de mestres ignorantes e perversos.

Em The Old Curiosity Shop (1840-1841; Loja de antiguidades), Dickens examina os efeitos do jogo sobre o caráter, mas o livro tornou-se célebre pelo episódio da morte lenta e sofrida de Little Nell. Em Dombey and Son (1846-1848; Dombey e filho) é Little Paul quem enternece os leitores. A obra parte de um problema pessoal -- o orgulho -- para examinar o mundo do comércio na sociedade da época.

Romances históricos

Situado na época dos distúrbios anticatólicos de 1780, Barnaby Rudge (1841) enaltece a pureza e a simplicidade do povo e denuncia os políticos e a depravação dos grandes. É a única obra de Dickens que narra os movimentos sociais revolucionários de seu próprio tempo. A obra está cheia de reminiscências autobiográficas e revela influências da filosofia socializante de Carlyle. A Tale of Two Cities (1859; História de duas cidades), tido como o romance mais sentimental sobre a revolução francesa, alcançou enorme sucesso de público.

A postura essencialmente sentimental de Dickens expressou-se com muita nitidez em seus contos de Natal. Christmas Carol (1843; Canto de Natal), que é quase um conto de fadas, tornou-se parte integrante da mitologia natalina anglo-saxônica. Outros textos de Dickens sobre a mesma temática são The Chimes (O carrilhão) e The Cricket on the Hearth (O grilo na lareira), ambos publicados em 1845.

Outros títulos célebres

David Copperfield (1849-1850) é considerado por muitos a obra-prima de Dickens. Trata-se de um romance semi-autobiográfico, com incidentes e personagens exagerados. David tem muito em comum com Charles menino, mas, como na maioria dos romances de Dickens, a realidade é deformada para aumentar o efeito dramático e cômico. O imprevidente e bonachão Mr. Micawber parece inspirado na figura de seu pai. O enredo é intrincado e coincidências fantásticas resolvem os problemas na hora exata. David é um anjo incompreendido, como todos os heróis infantis de Dickens.

Seguiram-se Bleak House (1852; Casa desolada), sobre a corrupção nos tribunais e a exploração das crianças trabalhadoras, com descrições inesquecíveis de Londres sob o fog (nevoeiro), e Hard Times (1854; Tempos difíceis), a obra mais bem construída de Dickens, na qual manifesta hostilidade aos sindicatos operários, mostrando que o suposto defensor do povo era antitrabalhista. Little Dorrit (1857; A pequena Dorrit) denuncia a letargia burocrática e o sistema de prisão por dívidas.

Em 1861 Dickens publicou o mais equilibrado de seus romances: Great Expectations (Grandes esperanças). Acreditava, como todo inglês médio da época, na imutabilidade da hierarquia social e condensou no destino de Pip sua própria experiência: os perigos de uma ascensão social demasiado rápida. Em Our Mutual Friend (1864; Nosso amigo comum) tratou da nova plutocracia que surgia entre os ruídos ininterruptos e sinistros do porto de Londres.

Deixou inacabado o romance policial The Mistery of Edwin Drood (O mistério de Edwin Drood), que revela influência de seu amigo e discípulo Wilkie Collins. Charles Dickens morreu em Gad's Hill, perto de Chatham, Kent, em 9 de junho de 1870.

Fonte: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.
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