domingo, 26 de junho de 2016

A Maldição de Poltergeist

Heather O'Rourke a protagonista Carol Anne

Existem relatos de várias ocorrências estranhas durante as gravações da trilogia "Poltergeist" (Poltergeist - O Fenômeno, 1982; Poltergeist II - o Outro Lado, 1986; e Poltergeist III - O Capítulo Final, 1988). Seja por um motivo ou outro, muitos filmes de terror tem alguma história de maldição relacionada a eles, que talvez seja verdade, superstição ou estratégia de marketing.

Mas, sem dúvida nenhuma, as mortes de quatro atores principais da trama, todas acontecidas antes do término das gravações da terceira sequência dessa série, é um elemento terrivelmente macabro, o que deu ao filme (ou a trilogia) a fama de amaldiçoado.

Muitos acreditam que a maldição do filme ocorreu porque a produção usou esqueletos humanos reais, pois eram mais baratos que alugar os de plástico.

Dominique Dunne
Dominique Dunne (intérprete de Dana Freeling), foi estrangulada pelo namorado ciumento e morreu após ficar alguns dias em coma, semanas após o lançamento do filme. A lenda afirma que o assassino colocou a trilha sonora de Poltergeist - O Fenômeno para abafar os barulhos da violência.

Heather O'Rourke a protagonista Carol Anne, morreu logo após o fim das filmagens de Poltergeist III, aos 12 anos de idade. A menina tinha um bloqueio intestinal, conhecido como Doença de Crohn, desde o seu nascimento, que fora erroneamente diagnosticado com uma infecção intestinal. Levando a menina à morte em fevereiro de 1988, com isso terminou a franquia que já tinha planos para o 4° filme.

Julian Beck fez o papel do reverendo Henry Kene

Julian Beck fez o papel do reverendo Henry Kene, morreu em 1985 durante as filmagens da continuação da franquia com câncer no estômago.

Will Sampson, o índio Taylor, morreu pouco depois do lançamento do segundo filme por complicações em uma cirurgia cardíaca em 1987.

Outros acontecimentos estranhos:

Will Sampson, o índio Taylor
Zelda Rubenstein, fez uma sessão de fotos para o filme "Poltergeist III", em uma delas apareceu uma luz brilhante obstruindo seu rosto, a própria atriz informou que, no momento em que a foto foi feita, sua mãe falecera.

Algo deu errado durante as filmagens da cena aonde o ator Oliver Robins era sufocado por um palhaço, ele estava realmente sendo sufocado.

JoBeth Williams contou que quando voltava para a casa depois das filmagens seusquadros estavam todos tortos. Ele os endireitava diariamente, e diariamente os quadros ficavam tortos enquanto não havia ninguém em casa.


Fontes: DVD, sofá e pipoca; Noite Sinistra.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Livro Raro Sobre Bruxaria Encontrado em Alberta

Massacre dos valdenses. Antes de tudo, somos cristãos ...

Em 2012 o periódico canadense "Toronto Star" noticiou que um professor de História da Universidade de Alberta, encontrou um tratado do século 15 extremamente raro sobre os males da bruxaria na Bruce Peel Special Collection Library (uma biblioteca dessa cidade).

O professor, Dr. Andrew Gow, se deparou, surpreso, com um livro intitulado "Invectivas Contra a Seita dos Valdenses" (Invectives Against the Sect of Waldensians) em 2005, enquanto vasculhava a biblioteca para adquirir material para suas aulas.

Decorrido um mês após essa descoberta, um especialista em livros raros da Holanda chegou à universidade para conduzir uma investigação completa sobre esse livro. A conclusão do especialista: a cópia de Alberta pode ser às das invectivas originais, sobre a qual os outras três cópias conhecidas foram baseadas.

O livro "Invectives Against the Sect of Waldensians" foi provavelmente escrito em 1465 por um monge francês na Borgonha. O título do livro é uma referência à heresia valdense, que era ativa na França medieval, até que ela foi violentamente e repetidamente suprimida pelas autoridades católicas.

Mas o que significa a palavra “invectives” (invectiva)?  É uma palavra ou série de palavras injuriosas e violentas contra alguém ou algo. Além de suas reivindicações contra os valdenses, "Invectives" instrui caçadores de bruxas sobre como identificar os muitos sinais e variedades de bruxaria. Instruções essas terrivelmente cumpridas e bem-sucedidas, contribuindo para as atrocidades dos expurgos da feitiçaria ao longo dos 200 anos seguintes. O livro também definiu algumas das bases para a concepção moderna da feitiçaria por descrever caldeirões.

Então, o papado de Roma perseguia os valdenses, suas ideias liberais de culto simples, associavam a “bruxaria” com eles e qualquer pessoa culta que quisesse se expressar sobre essa organização.

O caminho percorrido pelo livro da França do século 15 ao século 21 de Alberta permanece misterioso. Dr. Gow suspeita que o livro foi alojado em um mosteiro Inglês até a Reforma, quando foi transferido para mãos privadas. Mas os fatos são escassos. O livro foi doado para a Universidade de Alberta em 1988 pelo colecionador de livros John Lunn .

Mas o que aconteceu no meio permanece um enigma.


O Vizinho


Era domingo à tarde, e lá estava Ned, deitado no sofá com sua preguiça habitual dos fins de semana. Ned estava de férias do trabalho, então, praticamente todo dia era dia de preguiça. Solteiro e morando sozinho, ele não ligava muito para as tarefas domésticas, e quando não estava trabalhando, só queria saber de sair com os amigos ou ficar em casa em completo ócio. Mas algo naquela tarde mudaria sua rotina preguiçosa. 

Em meio a um pacote enorme de salgadinhos e vários cliques no controle remoto a procura de um programa de TV que pudesse entretê-lo, Ned ouviu a campainha tocar. Com muito o custo o jovem rapaz levantou do sofá, e caminhando lentamente foi até a porta, visualizou a visita pelo olho mágico, e só aí atendeu. Era seu vizinho e amigo Bob.

Bob parecia estar com muita pressa, ele pediu para que Ned lhe fizesse um grande favor. Bob pediu que Ned vigiasse sua casa enquanto ele estivesse fora, disse que tinha assuntos pessoais a tratar e ficaria ausente por uns dias. Por se tratar de um bom amigo, Ned sem pensar duas vezes e disse que faria o favor a Bob. Bob agradeceu e entregou uma cópia da chave da casa para que Ned pudesse adentrar e alimentar os cães uma vez por dia. Bob se despediu, entrou no carro e saiu em disparada com uma velocidade consideravelmente alta.

Ned estranhou o comportamento de seu amigo, um rapaz que sempre estava de bom humor, agora, Bob estava tenso e com um ar de preocupação no rosto. Ned suspeitou que algo pudesse estar errado, mas não teve tempo de questionar Bob, sua visita estranha e inesperada durou pouco mais de um minuto.

Nos dias seguintes Ned fez o que Bob pediu, entrava na residência para alimentar os cães e várias vezes ao dia, verificava a segurança da casa de Bob. Mas nesses dias, algo chamou a atenção de Ned. O clima na casa parecia estar diferente, Ned sentia um enorme desconforto toda vez que a adentrava para dar ração aos cães, algo que nunca sentiu não outras vezes que entrou lá. Não sabia o que era, mas sentia-se incomodado com algo. Mas mesmo tendo essas estranhas sensações, Ned continuou fazendo esse grande favor a Bob.

Certa noite, antes de dormir, Ned fez como nas noites anteriores, da janela de seu quarto deu uma última olhada na casa de Bob para se certificar que estava tudo em ordem, mas dessa vez, se surpreendeu com algo. Avistou o que parecia ser uma pessoa olhando pela janela da sala. Confuso, Ned continuou olhando para aquela figura estranha que poucos segundos depois desapareceu.

Ned continuou observando, mas na sua cabeça havia a dúvida se realmente viu o que pensava ter visto, afinal, não era pra ter ninguém na casa. Até que Ned se surpreendeu novamente. Agora Ned teve a certeza que não era sua imaginação, mas não era aquele vulto que ele estava vendo, e sim as luzes da casa de Bob que se acendiam e se apagavam repetidamente. Sala, cozinha, quartos, cada hora era um cômodo diferente, o que confundiu ainda mais a cabeça de Ned. Todo esse acende e apaga durou pouco tempo e logo a casa ficou às escuras novamente.

Ned pegou seu telefone celular e tentou fazer um ligação para Bob, mas o número discado aparecia como fora de área. Então Ned ligou diretamente na residência, não sabia muito o que esperar dessa ligação, mas a fez assim mesmo. O telefone da casa de Bob tocou, uma, duas, três, quatro e só após o quinto toque alguém atendeu. Mas quem estava lá e atendeu ao telefone não disse nada, Ned pode ouvir só a sua respiração ofegante. Segundos depois a ligação caiu.

Ned voltou a observar a casa de Bob, estava assustado, mas queria saber o que realmente estava acontecendo. Alguns minutos depois o vulto voltou a aparecer na janela da sala, mas agora sim, Ned teve a certeza que se tratava de uma pessoa, mais precisamente uma mulher. Essa estranha mulher parecia saber que Ned estava olhando para ela, pois com as mãos gesticulava e fazia movimentos como se estivesse chamando por ele. Mesmo espantado, Ned não conseguia parar de olhar para aquela figura estranha, até que, ela parou de acenar, e parecendo ter uma acesso de raiva, começou a gritar e a bater as mãos violentamente contra a janela.

Ned se apavorou tanto ao ver aquilo que até levou um tombo caindo de costas no chão. Ainda caído, Ned continuava a ouvir os gritos e os sons que aquela mulher provocava ao bater na janela. “Meu Deus, o que está acontecendo?" pensava Ned. Até que pouco tempo depois os sons cessaram e a noite voltou a ficar silenciosa. Ned continuou deitado no chão, não tinha a mínima coragem de levantar e olhar em direção da casa de Bob outra vez. Mas o pior susto ainda estava por vir.

Ned começou a ouvir sons na sala de sua própria casa, depois sons passos na escada que levava até o andar de cima onde ficava seu quarto, exatamente onde ele estava no momento. Apavorado, Ned se encolheu em um dos cantos do quarto e ficou ouvindo os sons de passos se aproximarem cada vez mais, até que surge pela porta uma mulher, a mesma mulher que ele viu na janela da sala da casa de Bob.

Ela estava nua, chorava muito e tinha muitos machucados pelo corpo que sangravam muito. Ao ver aquela mulher com aparência pavorosa se aproximar, Ned entrou em desespero e desmaiou.

Quando voltou a si já era de manhã. Ainda confuso e assustado com o que presenciou na noite passada, ele levantou e foi até a janela do seu quarto, e de lá pode ver a rua repleta de pessoas e muitos carros de polícia e bombeiros em frente à casa de Bob. Ned ficou ainda mais confuso.

As notícias após todos os acontecimentos eram que a polícia, através de uma denúncia de um vizinho que ouvira gritos desesperados de uma mulher, encontrara os corpos de três mulheres nos fundos da casa de Bob, assassinadas cruelmente. Bob foi preso alguns dia depois em outra cidade e confessou os assassinatos. Ned se surpreendeu com a crueldade de Bob, pois nunca esperava isso de alguém que sempre foi um bom amigo.

Naquele dia, após acordar do susto e ver toda aquela movimentação na rua, Ned notou algo que estava não só na parede do quarto, mas em outros cômodos da casa, em todos esses lugares estava escrito com sangue a frase “Me ajude!”.


Contos de Halloween

Na Escuridão da Noite


Passava da meia noite quando Jeremy saiu da casa de sua namorada. Ela insistiu para que ele passasse a noite por lá, achava muito perigoso o rapaz andar pelas ruas escuras do bairro, ainda mais naquele horário. A preocupação da garota tinha um motivo. Naquela noite choveu muito forte, uma chuva acompanhada de raios, trovões e um vendaval que contribuiu para que não só aquele bairro, mas vários outros ficassem sem energia elétrica. 

Mesmo com a insistência da amada, Jeremy disse que precisava ir, disse que tinha coisas a fazer, e com um beijo apaixonado se despediu da garota e saiu em caminhada até o ponto de ônibus mais próximo.

Se já não bastasse a desconfortante escuridão, o frio e o sereno, a noite ainda contava com o som sinistro que a ventania provocava ao bater nas árvores. Isso fez com que Jeremy apressasse os passos. Ele se apressou tanto que em poucos minutos chegou ao ponto de ônibus, mas estava receoso, não sabia se realmente pegaria a condução, pois as ruas estavam desertas e alguns poucos carros passavam.

Mas para o seu alivio, logo surgiu o ônibus e assim ele pode seguir o caminho de casa. Jeremy desceria apenas no ponto final, pois morava próximo ao terminal rodoviário e, nesse trajeto, aproveitou para puxar uma conversa com o motorista, que aliás era seu amigo, sobre a tempestade daquela noite. A situação era muito crítica, a cidade toda estava às escuras, haviam policiais e bombeiros auxiliando as pessoas, recomendando que todos fossem o mais rápido possível para suas casas.

Cerca de vinte minutos depois o ônibus chegou ao seu destino. Jeremy continuava a conversar com o motorista enquanto as poucas pessoas que estavam no ônibus desciam, mas, antes de fechar as portas do veículo em definitivo por aquela noite, algo chamou a atenção dos rapazes. Lá no fundo, precisamente no último assento do lado esquerdo do ônibus, havia uma velha senhora, sentada, com os braços cruzados, com a cabeça abaixada parecendo estar dormindo.

O motorista ficou confuso, aquela velha senhora havia entrado no ônibus com algumas pessoas, no qual se destacavam pela vestimenta antiquada e de cor preta, mas todos desceram a vários pontos antes do destino final. O motorista foi até a senhora na intenção de acordá-la e também, saber se ela estava bem. Jeremy o acompanhou. Foram várias tentativas de acordar a velha senhora, mas ela não esboçou nenhuma reação, nem com os chamados, nem com os toques no ombro.

O motorista colocou a mão na testa da idosa e percebeu que a temperatura do corpo dela estava muito baixa. Jeremy e o motorista de apavoraram, achavam que a velha havia falecido ali mesmo. Jeremy tirou seu telefone celular do bolso e enquanto tentava fazer uma ligação para a polícia, notou que a velha abriu os olhos. Aquela idosa, de aparência frágil e dócil, com uma impressionante rapidez, segurou no braço do motorista e com a voracidade de um animal selvagem, deu uma mordida cravando bem fundo seus dentes pontudos, para logo em seguida arrancar um enorme pedaço de carne.

O motorista deu um enorme grito de dor e, tentando se livrar da velha, tropeçou e caiu de costas no chão. Jeremy, mesmo apavorado com o que acabou de ver, conseguiu arrastar o amigo e tirá-lo para fora do ônibus. A velha perseguiu os dois. Ela andava muito rápido para alguém da idade que aparentava ter.

Os outros motoristas e funcionários do terminal rodoviário, ao ouvirem os gritos desesperados, foram até o local e também se apavoraram ao ver a horripilante senhora, que estava parada, olhando para todos ao redor com seus olhos vermelhos e seu rosto desfiguradamente medonho. O estranho era que ela ficava abaixada, parecendo estar em posição de ataque, quando de repente ela avançou sobre todos.

Alguns correram para a rua, outros se trancaram em uma sala dentro do terminal, mas um rapaz não conseguiu fugir e foi atacado pela velha senhora, que literalmente devorou seu rosto. Por uma janela, Jeremy e outras pessoas que estavam escondidas, viram a velha deixar o corpo do rapaz e correr para a rua, que ainda estava em completa escuridão por consequência da chuva. Todos permaneceram escondidos até o dia clarear.

Mais duas mortes idênticas a morte do funcionário do terminal rodoviário foram registradas naquela noite, mas ninguém soube dizer quem ou o que teria cometido tais atrocidades. Nem mesmo Jeremy, ou o motorista, ou todas as pessoas que presenciaram as cenas de terror daquela estranha noite, sabiam o que realmente aconteceu, quem era aquela pavorosa idosa, e porque ela agia daquela forma.


Contos de Halloween

Brincadeira Perigosa


Bruce acordou em um hospital, logo, estranhou o fato de estar deitado em uma cama com diversos curativos pelo corpo, principalmente nos braços e no rosto, não tinha a mínima ideia de como chegou até ali.

Além da aparente amnésia, seu corpo estava dolorido como se tivesse exercido grande esforço, mal conseguia se mexer. Alguns minutos depois, a mãe de Bruce entrou no quarto acompanhada de uma enfermeira e chorando muito perguntou:

- O que você fez? – soluçando muito por causa do choro.

Mas Bruce não entendia porque estava em um hospital e muito menos o porquê de sua mãe estar perguntando aquilo e, com grande dificuldade de falar, perguntou como é que ele ficou naquele estado e qual era o motivo do choro da sua mãe. Mas a senhora estava tão abalada que precisou ser retirada do quarto e tranquilizada com calmantes.

Mais tarde, a presença de um investigador de polícia confundiu ainda mais a cabeça de Bruce. O homem fez diversas perguntas, tais como: o que levou Bruce a cometer aquelas terríveis atrocidades. O investigador questionou Bruce de diversas formas, mas a única resposta que recebeu do garoto foi: - Não lembro de nada! . Foram quase duas horas de perguntas, mas sem resultado satisfatório para o investigador, que antes de sair disse a Bruce:

- Tudo indica que foi você!

Bruce continuou sem entender nada.

O investigador, chamado Frank, foi pegar o depoimento da única pessoa que realmente sabia de fato o que aconteceu em uma terrível noite, em que Bruce teria cometido tais terríveis atrocidades. Era Aline, amiga de Bruce. Frank pediu para ficar a sós com a garota, e logo de cara perguntou:

- O que aconteceu naquela noite?

Aline começou a descrever passo a passo os acontecimentos dessa apavorante noite, e o que ela revelou, surpreendeu e também assustou Frank.

- Estávamos todos na casa de uma amiga chamada Camille, havíamos combinado de assistir alguns filmes, mas os garotos mudaram de ideia, eles queriam fazer uma brincadeira de um antigo livro de bruxaria. Era uma espécie de jogo em que os espíritos revelariam o destino de cada pessoa participante. Junto com o livro, havia cartas com vários dizeres, amor, sorte, azar, doença, morte... Eu, Camille e uma outra amiga chamada Ana, não queríamos participar, mas com a insistência dos garotos, acabamos aceitando. Sentamos todos no chão em volta das cartas, mas para começar o jogo, era necessário alguém dizer algumas palavras estranhas que estavam escritas no livro, Bruce se prontificou em dizê-las, e foi aí que aconteceu. Depois de repetir por diversas vezes aquelas estranhas palavras, Bruce começou a se sentir mal e desmaiou. Nós tentamos ajudá-lo, mas logo ele acordou, não sei como...

- Mas quando levantou, parecia ser uma outra pessoa. Seus olhos estavam brancos e em seu rosto havia uma expressão de maldade como nunca vi antes. Com certeza não era Bruce, parecia que alguma coisa o havia possuído. Ele pegou uma garrafa de vinho que estava sobre uma mesa e a quebrou, e com a garrafa quebrada, começou a golpear nossos amigos, ninguém teve tempo de correr. Eu vi Bruce assassinar três amigos bem na minha frente. Ele tentou me atacar, mas eu consegui correr, ele feriu apenas o meu braço. Mas não fui muito longe, fiquei toda encolhida em um canto da cozinha, Bruce ainda veio atrás de mim, mas parou bem na minha frente e começou a cortar o próprio rosto e braços, depois de um tempo, desmaiou novamente, foi aí que chamei a polícia.

O investigador estranhou tudo o que Aline disse, mas devido a expressão de terror do rosto da garota e a forma com que ela contou os fatos, ele sabia que Aline dizia a verdade.

Mesmo sem saber o que de fato realmente aconteceu, Bruce foi conhecido como o assassino dos três jovens, Ana, Camille e Mark. Frank não sabia se o que Aline disse era realmente algo relacionado ao sobrenatural, e não pode fazer nada a respeito.

Bruce, quando se recuperou, foi preso pelo assassinato de seus três amigos. Só Aline se lembrava daquela terrível noite, em que uma brincadeira, terminou em tragédia.


Contos de Halloween

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Fata Morgana e as Lendas

Fata Morgana vista no Alaska, em 20/02/2008. Foto de David Cartier.

A "Fata Morgana" é uma miragem ocasionada por uma inversão térmica. Objetos que se encontrem no horizonte como, por exemplo, ilhas, falésias, barcos ou icebergs, adquirem uma aparência alargada e elevada, similar aos "castelos de contos de fadas".

O nome "fata", do italiano, é uma referência à feiticeira (Fada Morgana) meia-irmã do Rei Artur que, segundo a lenda, era uma fada que conseguia mudar de aparência, como nesse fenômeno de ilusão ótica. A Fata Morgana mais célebre é a que se produz no estreito de Messina, entre a Calábria e a Sicília.

No século II, Pomponius Mela, em "De situ orbis", informou que os gauleses acreditavam na existência, na ilha de Sein, de nove gênios femininos que tinham o poder de excitar e acalmar as tempestades, curar as doenças, bem como possuíam a capacidade de assumir as mais diversas formas e aspectos.

No início do século XII, Geoffroy de Monmouth, em "Vita Merlini", descreveu a ilha da Felicidade, onde viviam as nove irmãs. A mais jovem, Morgue, conhecia todas as qualidades medicinais das ervas, dominava a arte de alterar as figuras e tinha o poder de se elevar no ar como um pássaro. Foi ela quem recolheu o rei Artur após a sua derrota, curou-o de suas feridas retendo-o até o dia em que retornou à Bretanha para libertá-la.

Em meados do século XII, a lenda de Morgana, como as outras lendas bretanhas, sofreu ao se difundir, grandes alterações. Assim, em lugar de reter o rei Artur por amor, como ocorria com frequência na mitologia céltica, na qual quase sempre as fadas se apaixonavam por um mortal, Morgana se transformou na irmã do rei, ao mesmo tempo em que suas qualidades se confundiam com as das fadas maléficas da mitologia germânica e nórdica, que presidiam o nascimento das crianças, votando-as para o bem ou para o mal.

Como irmã de Artur e inimiga de sua cunhada, a rainha Guinevere, a quem teria ofendido ao divulgar o segredo dos seus amores com um mortal, foi que Morgana passou para as narrativas dos contadores italianos.

Um sinal de popularidade dessa lenda, na Itália, encontra-se na locução fata Morgana (fada Morgana), que passou a designar a miragem que mostra imagens invertidas de objetos invisíveis. Quando os raios luminosos se refratam e refletem em camadas atmosféricas curvas e irregulares, a miragem produz imagens deformadas em todas as direções, fragmentadas e repetidas, às vezes mais próximas, às vezes mais afastadas uma das outras.

Essa forma de miragem é, provavelmente, a origem de numerosas lendas referentes a monstros marinhos de dimensões e formas bizarras, bem como dos navios fantasmas que às vezes parecem surgir nos horizontes dos mares. Alguns supostos aparecimentos milagrosos de santos têm sido atribuídos à ocorrência desse tipo de miragem, capaz de sugerir formas alongadas muito análogas às de um homem ou mulher vestidos com uma longa túnica. Isso ocorreu no Rio Grande do Sul.

O Holandês Voador poderia ser uma Fata Morgana. A miragem que ocorre devido a uma inversão térmica,
onde em tempo calmo, o ar quente repousa logo acima do denso e frio ar próximo à superfície do oceano.

Dois exemplos notáveis dessas miragens atribuídas à fada Morgana são as imagens fantásticas que atraíam o povo ás margens do mar em Nápoles e em Régio, na costa da Sicília. Um outro exemplo célebre, observado há séculos no estreito de Messina, é a miragem na qual as casas do lado oposto parecem transformadas em castelos, palácios, torres etc., numa das mais feéricas imagens já vistas.

Para que esses efeitos ocorram é necessário que, por múltiplas razões, a temperatura do ar e, portanto, sua densidade venham a se alterar rápida e aleatoriamente, produzindo variações não menos rápidas e não menos aleatórias na direção dos raios luminosos. Nessas condições, as imagens parecem flutuar, com intensidade variável e em direções às vezes opostas. Tais flutuações podem ocorrer a alguns metros ou a algumas dezenas de metros de altura.

Em geral, elas se originam em consequência ora de uma inversão da temperatura em altitude, ora por aquecimento ou resfriamento do ar ao nível do solo. Assim, um solo ou uma camada de água quentes criam um aquecimento gradual dirigido para baixo, o que vai encurvar os raios luminosos para baixo.

Num meio assim alterado ou perturbado, os diversos raios oriundos de um mesmo ponto irão seguir trajetórias diferentes antes de atingir o olho do observador. Isso produzirá imagens múltiplas de um mesmo objeto, quer direta, quer invertida, segundo as variações que a temperatura do ar apresentar em relação à altitude.


Wikipédia / Ronaldo Rogério de Freitas Mourão (Superinteressante)

Alexandria no Fundo do Mar

A arqueologia marinha no porto da cidade de Alexandria

Não se sabia direito nem se ele tinha existido de verdade. Mas depois de dezesseis séculos o Farol de Alexandria, uma das sete maravilhas da Antiguidade, foi enfim reencontrado. Está a oito metros de profundidade, no fundo do Mediterrâneo, no porto de Alexandria, Egito.

Cientistas localizaram outros 2 000 objetos, submersos na baía - esfinges, estátuas, obeliscos e colunas, gregas e egípcias. É o maior sítio arqueológico submarino já descoberto.

Diz a lenda que Homero, o autor de A Odisseia, apareceu em um sonho para Alexandre, o Grande (356 a. C - 323 a. C), o jovem general da Macedônia (região do norte da Grécia) que conquistou o Oriente, até a Índia, com apenas 25 anos. O poeta inspirou o rei a fundar uma cidade que eternizasse sua glória.

Em 331 a. C, Alexandre invadiu o Egito, proclamou-se faraó e fundou Alexandria. A cidade nasceu com grandes avenidas, teatros, museus, hipódromo e sistema de água potável, tudo construído pelo arquiteto Dinocrates de Rodes.

Com a morte de Alexandre, oito anos depois, seus generais dividiram o império. O Egito coube ao general Ptolomeu, que proclamou-se faraó e fundou uma dinastia que reinou 300 anos. Sob os ptolomeus Alexandria virou uma encruzilhada cosmopolita do Mediterrâneo. Obeliscos, pirâmides e estátuas de todo o Egito foram transplantados para a cidade. O acervo de literatura grega da Biblioteca de Alexandria tornou-a a mais famosa da Antiguidade.

Em 285 a.C., Ptolomeu II começou a construção do farol, na ilha de Faros, ligada ao continente por uma ponte-dique. Era um edifício monumental, o mais alto do seu tempo, com 100 metros de altura, o que corresponde a um prédio de 30 andares. Sua silhueta foi reproduzida em moedas, louças, mosaicos e em estátuas de terracota, da Líbia até o Afeganistão.

Segundo o geógrafo grego Estrabão, (58 a. C.- 25 d. C) o farol era todo de mármore - o que os blocos de granito encontrados no fundo do mar desmentem. Tinha três partes: a base era uma torre quadrada, em cima havia uma torre octogonal e, no alto dessa, uma redonda - onde ficava o fogo sinalizador. No topo, uma estátua, que podia ser de Zeus, o pai dos deuses, ou de Poseidon, deus do mar.

O farol tinha elevador hidráulico, para levar o combustível até o alto. Sua luz, provavelmente ampliada por algum tipo de refletor, era vista a 100 quilômetros. Na primeira torre, havia uma grande inscrição, em grego, bem pouco modesta: "Sóstrate de Cnide dedicou este monumento ao Deus Salvador". Sostrate foi o arquiteto do edifício.


A última rainha ptolomaica foi Cleópatra, que amou o imperador Júlio César e o general romano Marco Antônio em Alexandria. Mas em 30 a.C. o imperador Otávio invadiu a cidade, Cleópatra suicidou-se e Alexandria virou possessão romana. Na era cristã, a cidade foi um importante centro de debates religiosos. No ano 365, uma sucessão de terremotos derrubou o andar superior do farol, elevou o nível do mar e desmoronou muitos palácios. Uma guerra civil destruiu a Biblioteca no final do século III. Em 641, os árabes reconquistaram o Egito e fundaram uma nova capital, Fusat, hoje Cairo.

Em 1217, partes do farol ainda estavam de pé. O historiador árabe Ibn Jubayr dizia que "no interior o espetáculo é extraordinário; escadas e corredores são tão grandes, as peças são tão largas, que quem percorre as galerias frequentemente se perde". Em 1325, quando visitou Alexandria, o viajante Ibn Battuta lamentou os terremotos: "Uma fachada desmoronou. O farol está em tão mal estado que foi impossível chegar até a sua porta". No século XIV, outro tremor finalmente derrubou o que restava.

Em 1365, o governador de Alexandria entupiu a entrada da baía com blocos de pedra para impedir ataques navais do rei de Chipre. Para defender o porto do mar agitado também foram construídos quebra-mares, possivelmente sobre vestígios da Antiguidade. Mas em 1477, a construção do forte Kait Bey pelos turcos otomanos, bem em cima das ruínas do farol, paradoxalmente preservou a costa em frente, convertendo-a em área militar. Durante cinco séculos, os vestígios do passado submerso ficaram protegidos.

A primeira descoberta importante foi feita só em 1961, pelo egípcio Kemal Abu el-Saadat, pioneiro da arqueologia submarina. Ele achou, no fundo, perto do forte, a cabeça monumental de uma estátua da deusa Ísis, hoje no Museu Marítimo de Alexandria. Entre 1968 e 1975, uma missão da Unesco fez um relatório pormenorizado sobre o sítio submerso.

Em 1992, o cientista submarino Franck Goddio passou um pente fino na baía: com a ajuda de um magnetômetro imerso n'água, vasculhou o fundo do mar medindo a ressonância magnética nuclear do relevo marinho, detectando mudanças de frequência produzidas por objetos extraordinários - como grandes blocos de pedra.

O resultado foi espetacular: foram localizados 2 mil objetos em uma área de 2,25 hectares, a 8 metros de profundidade, ao pé do forte; e, do outro lado da baía, a 6 metros de profundidade, cobertas por 3 metros de lodo, surgiram as ruínas da cidade antiga. Alexandria ressuscitou.

Em 1994, o Serviço de Antiguidades Egípcias convocou o Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS) da França e o Instituto Francês de Arqueologia Oriental para ajudarem nas pesquisas. O arqueólogo Jean-Yves Empereur, diretor de Pesquisa do CNRS, fundou o Centro de Estudos Alexandrinos na cidade. Em 1995, com o apoio da companhia de petróleo Elf-Aquitaine e da produtora cinematográfica Gedeon, foi iniciado o trabalho de escavação e identificação de cada pedra com 30 mergulhadores, egípcios e franceses. As primeiras peças recuperadas foram transportadas para terra firme em outubro passado.

No fundo da baía de Alexandria a confusão é grande. Há blocos esculpidos, paralelepípedos com inscrições, pedaços de colunas, obeliscos, estátuas colossais e doze esfinges. Mas são de épocas diferentes. O que pertence ao farol? O que provêm dos quebra-mares construídos durante séculos?

Pode se distinguir três ordens no caos. A primeira é constituída por um alinhamento de grandes blocos de pedra, de 10 metros de comprimento, que parecem quebrados, como se tivessem despencado de uma grande altura, e dispostos perpendicularmente à costa, quase que enfileirados. São, sem dúvida, os restos do farol desabado. A segunda ordem é formada por "colinas", montes de pedras a 4 metros de profundidade, que parecem ter vindo de um mesmo monumento desmoronado. E, finalmente, há uma terceira ordem, inteiramente confusa, de pedaços dispostos segundo uma lógica aleatória.


Os estilos também variam. Há colunas da época helenística e pedaços de obeliscos egípcios usados e reutilizados com séculos de intervalo. É o que prova uma cruz cristã gravada sobre um capitel (parte superior de uma pilastra) em forma de papiro. Muitas esculturas foram trazidas de Heliópolis, a cidade consagrada ao deus Sol, a 230 quilômetros de Alexandria.

Há peças com hieróglifos da época do faraó Sesóstris III (1880 a.C.), de Ramsés II (1280 a.C.), de Seti I, pai de Ramsés, e de Pisamético II (590 a.C). Segundo Jean-Yves Empereur, "pode-se imaginar que muitas pertenceram a monumentos erguidos antes dos terremotos que sacudiram a região, depois do século IV. Mas também há outros elementos que podem vir de escombros jogados no mar, talvez intencionalmente, para reforçar os quebra-mares". Mesmo com toda essa incerteza, quando o material for classificado, a história de Alexandria será outra.


Fonte: www.publicadosbrasil.blogspot.com

sábado, 18 de junho de 2016

O Faquir e Seus Segredos


Que domínio possui a nossa mente sobre as funções do corpo? Fora meia dúzia de ações que são comandadas voluntariamente, como andar ou comer, a maioria das pessoas não tem controle nenhum sobre o funcionamento de seu corpo. 

Mas, reza a lenda, há até quem consiga induzir um estado cataléptico.

São as fantásticas histórias dos faquires indianos, homens supostamente sagrados, iniciados na ordem sufi do islamismo, que fizeram voto de pobreza e andam de aldeia em aldeia demonstrando seus poderes absurdos e recolhendo alguns trocados.

Há documentos históricos de casos muito intrigantes. Em 1835, o marajá de Lahore ouviu falar de um homem que tinha sido enterrado vivo por quatro meses e sobrevivera. Mandou chamar o faquir e o desafiou a repetir o feito nos jardins de seu palácio. Depois de uns dias com uma alimentação especial e exercícios de limpeza do organismo, o asceta teria começado a meditar. Em poucos segundos, seu pulso se tornou indetectável. Foi, então, enterrado. Em volta de sua sepultura, se ergueu um muro, vigiado por guardas. Depois de 45 dias, o faquir foi desenterrado. Em menos de uma hora, ele estava em pé. Pode ter sido truque, mas o faquir não foi pego em nenhum deslize.

Parece haver uma relação entre a meditação e o controle de funções que normalmente são automáticas no corpo humano. Daí talvez a capacidade de dominar a dor, para se deitar em uma cama de pregos, andar sobre o fogo ou se pendurar por ganchos.

Mas há muito de folclore em torno dos supostos poderes desses homens-santos. Muitos dos que se dizem faquires são apenas ilusionistas. Há até um caçador de faquires que os segue pela Índia, revelando o que há por trás de cada truque. Basava Premanand diz que, em 50 anos de andanças pelo país, nunca viu um milagre real.

Definição e Origens

Faquir (do persa Faqīr, "pobre ou encubado de voar", por sua vez do árabe faqr, "pobreza") é um asceta que executa feitos de resistência ou de suposta magia, como caminhar sobre fogo, engolimento de espada ou deitar-se sobre pregos.

Originalmente o termo se referia exclusivamente ao islamismo; os faquires eram dervixes sufis, eremitas, que sobreviviam da mendicância. O uso idiomático do termo foi desenvolvido durante a era Mugal da Índia, quando a palavra árabe Faqīr, "pobreza", foi trazida aos idiomas locais pelo persa falado pelas elites islâmicas; adquiriu o sentido místico da necessidade espiritual de Deus - o único a ser autossuficiente.

Utilizado para se referir aos milagreiros sombrios sufistas, com o tempo seu uso se estendeu aos diversos tipos de ascetas do hinduísmo, eventualmente substituindo termos como gosvāmin, bhikku, sadhu, e até mesmo guru, swami e yogi.

O termo se tornou comum nos idiomas urdu e hindi para descrever um mendigo. Embora ainda sejam menos influentes nas áreas urbanas, devido à expansão da educação e da tecnologia, os faquires ainda possuem muita influência sobre as pessoas de certas aldeias do interior da Índia. Entre os muçulmanos as principais ordens sufistas dos faquires são Chishtīyah, Qādirīyah, Naqshbandīyah, e Suhrawardīyah.


Wikipédia / Tânia Nogueira

Homens de Preto


Vacila o claro agente, de fraqueza, mas à noite se atira para a presa.

Definição: Os homens de preto são homens misteriosos em terno preto e óculos escuros que podem ou não ser alienígenas, os quais em geral aparecem sem avisar para "interrogar" as pessoas que dizem ter visto um OVNI ou sido abduzidas.

O que os crentes dizem: Os homens de preto são agentes alienígenas cujo trabalho é monitorar e apagar os relatos de OVNIs e de contatos alienígenas para que os outros aliens possam continuar com suas atividades na Terra sem interferência. É bem provável que os governos do mundo (ou pelo menos o dos Estados Unidos) estejam de conluio com esses seres.

o que os céticos dizem: Os homens de preto, se é que eles existem, provavelmente são agentes do governo que dirigem carros velhos e se vestem mal. Mas a probabilidade é de que não existam mesmo.

Qualidade das provas existentes: Fraca.

Probabilidade de o fenômeno ser paranormal: Baixa.

Quem são os homens de preto? Eles são reais?

O filme de 1997, Homens de Preto, oferece uma interpretação diferente para a história desses homens: eles não são aliens. São agentes humanos cujo trabalho é monitorar a atividade alienígena na Terra e nas galáxias próximas. É uma "interpretação" inteligente de um dos mais difundidos elementos da ufologia.

Segundo os relatos, os homens de preto sempre viajam em grupos de dois ou três e aparecem pouco depois de alguém contar oficialmente ter visto um OVNI ou sido abduzido. (Nem todas as vítimas de abdução são visitadas pelos homens de preto, mas muitas sim.) Em alguns casos, eles aparecem na porta da casa da pessoa após ela ter visto um OVNI, mas antes de ter a oportunidade de contar a alguém. É como se eles soubessem tudo o que acontece e quisessem impedir a pessoa de falar sobre o caso.

Em 1947, o mesmo ano da aparição do OVNI em Washington relatada por Kenneth Arnold e da colisão em Roswell, Harold Dahl veio a público com o primeiro relato oficial de uma visita dos homens de preto. Dahl declarou ter testemunhado um OVNI lançar substâncias "metálicas" (cabelo de anjo, talvez?) no oceano, próximo à costa de Maury, em Washington, e disse que na manhã seguinte recebeu uma visita de um sujeito estranho num terno escuro. Esse "homem" de aparência sinistra deu a entender que Dahl e sua família acabariam se machucando se ele continuasse a falar sobre o que tinha visto.

Acabaram descobrindo que a história de Dahl era uma farsa elaborada, mas, ainda assim, os teóricos da conspiração acreditaram na história, alegando que estavam tentando encobrir a verdade — que era, logicamente, o fato de Dahl ter recebido a visita de verdadeiros homens de preto.

Em setembro de 1953, Albert Bender, fundador do International Flying Saucer Bureau, declarou ter recebido a visita de três homens em ternos escuros após contar sobre uma teoria relativa aos OVNIs para uma das pessoas com quem se correspondia. Esse foi o verdadeiro começo da lenda dos homens de preto, a qual se tornou conhecida na ufologia como o "mistério Bender".

Os homens de preto sempre usam ternos escuros. Algumas vezes, esses ternos mostramse impecavelmente limpos e passados; noutras, sujos e amarrotados.

Algumas vezes, eles demonstram um forte sotaque; noutras, usam uma linguagem bem formal; e noutras ainda, tentam conversar num dialeto usado por gangues.

Os homens de preto parecem ficar maravilhados com objetos comuns, como colheres e escovas.

Algumas pessoas que dizem ter recebido a visita dos homens de preto contam que ficaram bem assustadas e que eles as ameaçaram com violência caso não calassem a boca.

Aparentemente, os homens de preto não têm dinheiro para comprar carros novos, pois são sempre vistos em velhos Cadillacs pretos (às vezes, há menção a outros modelos, como Lincolns ou Buicks), embora em boas condições. (Se eles fosse agentes do governo, não estariam dirigindo Taurus ou Impalas?) Além disso, segundo as testemunhas, os carros parecem emitir uma luz esverdeada, do outro mundo.

Algumas testemunhas dizem que os homens de preto usam uma maquiagem pesada e possuem traços esquisitos. (Espera um pouco! Já sei! Michael Jackson é um deles!)

E a lenda continua…

Eles podem desintegrar moedas na palma da mão. São imunes ao frio e, em geral, são vistos em pleno inverno com nada além de seus ternos pretos. E, por falar nos ternos, muitos dizem que eles parecem ser feitos de algum material esquisito e brilhante, diferente de qualquer coisa já vista por alguma das testemunhas.

É possível que os homens de preto possam levitar. Há relatos de que eles foram vistos atravessando campos encharcados e enlameados, e depois apareceram na porta de alguma casa sem uma gota de lama ou sujeira — inclusive nos sapatos, imaculadamente limpos e engraxados.

Serão os homens de preto atores contratados pelo governo e instruídos a agir de maneira tão estranha quanto possível como parte de uma campanha para enganar as pessoas?

Ou serão eles robôs ou androides de outro planeta cujo trabalho é supervisionar a atividade dos OVNIs na Terra?

Serão eles aliens, talvez do planeta Sirius, ou de alguma outra dimensão?

Não sabemos as respostas a essas questões.

Contudo, hoje em dia há muitas pessoas que acreditam que os filmes Homens de Preto, estrelados por Will Smith e Tommy Lee Jones, são documentários.


Fonte: Os 100 Maiores Mistérios do Mundo - Stephen J. Spugnesi - Difel 2004

Anomalias Lunares


Frenesi demoníaco, melancolia sofrida
E loucura causada pela lua. - John Milton

Definição: Esquisitice lunar: os aliens já habitaram ou ainda habitam a Lua; existem estruturas artificiais na Lua; a lua cheia pode afetar o humor das pessoas; o pouso na Lua foi uma farsa; luzes e OVNIs são vistos tanto ao redor quanto na própria Lua com regularidade.

O que os crentes dizem: A Lua é mais do que uma simples rocha inanimada. Dependendo do interesse do crente, algumas ou todas as anomalias lunares citadas são reais. Há de chegar o dia em que compreenderemos totalmente a história de nossa vizinha mais próxima.

O que os céticos dizem: A Lua é apenas uma rocha inanimada.

Qualidade das provas existentes: Desprezível a Moderada.

Probabilidade de o fenômeno ser paranormal: Nenhuma a Moderada.

O que são as anomalias lunares?

Para falar de modo simples, as anomalias lunares são ocorrências estranhas relacionadas à Lua, o satélite natural da Terra.

Há vários tipos de anomalias atribuídas à Lua. As mais comuns são as seguintes:

A Lua foi habitada por alienígenas, mas eles partiram há muito tempo.

A Lua ainda é habitada por alienígenas.

OVNIs são vistos e fotografados com regularidade em torno da Lua.

Luzes são vistas e fotografadas com regularidade em torno da Lua.

Existem estruturas artificiais na Lua, inclusive cúpulas, pontes, pirâmides, equipamento para mineração e transporte pela superfície lunar, assim como áreas com vegetação.

O pouso na Lua foi uma farsa.

Há bases nazistas na Lua, e o motivo pelo qual seu lado escuro nunca é fotografado é devido às gigantescas suásticas penduradas lá.

A Lua exerce uma influência paranormal sobre os seres humanos.

A lua cheia afeta o humor das pessoas.

A Lua é feita de queijo. (Desculpe — já foi comprovado que isso não é verdade.)

Alienígenas na Lua? Por séculos, os homens olhavam para a Lua e presumiam que ela era habitada. A face benigna do Homem da Lua olhava para os terráqueos e, embora os observadores do período pré-telescópio não soubessem o que havia lá, eles acreditavam que a Lua era habitada e que, um dia, talvez encontrassem esses seres. Nos tempos modernos, a ideia de alienígenas na Lua foi relegada àquela categoria de mitos surreais, os quais consideramos divertidos, mas que nos fazem pensar em como pudemos ser tão tolos.

No entanto, a ideia de alienígenas vivendo na Lua ainda persiste entre aqueles que acreditam haver provas disso lá; tudo o que precisamos fazer é procurar.

Isso nos leva à crença de que existem estruturas artificiais na Lua, e essas construções são uma prova irrefutável de que ela já foi habitada.

Estudei com atenção várias fotos da Nasa que supostamente mostram pontes, cúpulas, trilhas, pirâmides e toda sorte de estruturas e marcações. Observei as áreas nas fotos — realçadas com setas — de muitos livros, tentando ver as pontes, cúpulas e pirâmides.

Tudo o que consegui ver foram coisas que se pareciam com todas as outras do território lunar. As longas linhas brancas que diziam ser pontes pareciam com todas as outras linhas brancas vistas na superfície — as quais podiam facilmente ser a beirada de uma cratera, ou uma fileira de rochas. As pirâmides poderiam, sem muita dificuldade, ser rochas gigantescas; as cúpulas, formações rochosas; as trilhas, antigos rios de lava ou as marcas deixadas por milenares chuvas de meteoros.

Ainda assim, muitos suspeitam de que a Nasa encontrou provas de antigas civilizações alienígenas durante suas visitas à Lua e agora tenta encobrir a verdade.

Vamos falar dos pousos na Lua. Isso nos remete àqueles que têm a certeza de nunca termos ido até lá, dizendo que todas as cenas de astronautas saltitando sobre a superfície lunar foram filmadas em estúdio. Ao que parece, Las Vegas é citada algumas vezes como o local onde foi montado o cenário falso. Há livros e sites devotados a identificar as inconsistências das fotos lunares, e, embora algumas das questões levantadas sejam interessantes, até mesmo o menor esforço em revelar a verdade mostra que as teorias de conspiração são exageradas e infundadas.

Em fevereiro de 2001, o canal Fox transmitiu um especial chamado Teoria da Conspiração: Nós Pousamos na Lua? Durante o programa, foi mostrada a foto de um astronauta descendo do módulo lunar, encoberto por sua sombra. O corpo do astronauta, porém, estava iluminado, e o narrador perguntou: "Como é possível ele não estar envolto pela escuridão?" A resposta foi que havia mais de uma fonte de luz (o sol era "supostamente" a única fonte de luz na Lua), e isso prova que os astronautas não estiveram na Lua, mas sim num estúdio com várias luzes.

A verdade? A superfície refletiu a luz. O astronauta foi iluminado pela luz do sol refletida na superfície iluminada da Lua.

Os americanos pousaram na Lua em 1969. Eles voltaram inúmeras vezes, mas a última vez já faz mais de 20 anos.

Com relação aos OVNIs e às luzes vistas na própria Lua e ao seu redor, algumas fotografias são bem convincentes. Vários depoimentos validam essas aparições e é possível que algo esteja acontecendo às escondidas do público. Contudo, até que mais provas sejam coletadas, não podemos chegar a nenhuma conclusão definitiva envolvendo luares e OVNIs.

A Lua exerce uma influência paranormal nos terráqueos? A lua cheia deixa as pessoas loucas? As provas que corroboram essas teorias são fracas e a maior parte das histórias relativas a tal influência baseia-se em depoimentos. Ainda assim, eu próprio já senti o efeito da "lua cheia". Há alguns anos, na época em que eu gerenciava uma loja de joias da família, nós todos percebíamos um aumento das "loucuras" durante a lua cheia. Notávamos um acréscimo no número de consumidores estranhos, os quais agiam de forma peculiar e faziam pedidos bizarros. Em geral, comentávamos acerca desse fluxo de clientes esquisitos e, sempre que checávamos o calendário, víamos que estávamos em plena lua cheia.

Coincidência? Talvez. Mas todo mês?

Outro depoimento? Sem dúvida. Mas tive de conviver com isso, e posso lhe dizer que não estou exagerando. Estou no mínimo tentando entender o "fator loucura".

Algumas mulheres dizem vivenciar fluxos menstruais mais intensos durante a lua cheia. As marés elevam-se. Essas são alegações verificáveis.

Conclusão? Ao que parece, algumas das alegações relativas à influência da Lua sobre nós, terráqueos, se sustentam. Bandeiras com a suástica? Duvido. OVNIs? Possível. Resquícios de uma civilização alienígena? Possível, porém improvável. Efeitos físicos decorrentes da influência da Lua? Certamente. Talvez esteja na hora de voltarmos à Lua?

Pós-Escrito

Em Toledo, Ohio, a polícia analisou 122 mil relatórios policiais de 1999 a 2001 e descobriu que o índice de crimes aumentava mais de 5 por cento em noites de lua cheia.

Os computadores da polícia analisaram todos os crimes ocorridos entre seis da tarde e seis da manhã nas 38 noites de lua cheia entre 1999 e 2001. Em seguida, eles compararam esse índice com o dos crimes cometidos no mesmo horário nas outras noites durante esses anos.

Os resultados? Houve um aumento de 5,5 por cento nos crimes violentos e de 4,6 por cento nos roubos de casas durante a lua cheia.


Fonte: Os 100 Maiores Mistérios do Mundo - Stephen J. Spugnesi - Difel 2004

A Colônia Perdida de Roanoke


Todos se foram para o mundo da luz, / Apenas eu aguardo aqui sentado; / A lembrança deles é bela e clara / E meus tristes pensamentos se fazem nítidos. / Eu os vejo caminhando num mar de glória … — Henry Vaughn (1622-1695)

Definição: A colônia perdida de Roanoke era formada por um grupo de colonos ingleses que desapareceram sem deixar rastro da ilha de Roanoke, na Carolina do Norte, em algum momento entre 1587 e 1590. A única coisa que ficou para trás foi a palavra "CROATOAN" gravada numa estaca da cerca.

O que os crentes dizem: O completo desaparecimento de 113 pessoas, ou mais, junto com tudo o que elas possuíam, sugere a possibilidade de algum tipo de abdução sobrenatural. Talvez elas tenham sido sequestradas por aliens e levadas para uma nave mãe?

O que os céticos dizem: Os colonos provavelmente mudaram-se para o acampamento vizinho de Croatoan (na ilha de Hatteras) e se misturaram aos nativos de Chesapeake, resultando, uma geração depois, em índios que se assemelhavam aos brancos, com olhos acinzentados e cabelos claros.

Qualidade das provas existentes: Inconclusiva.

Probabilidade de o fenômeno ser autêntico: Inconclusiva.

John White achou que tinha sorte por estar voltando para a colônia de Roanoke no dia do aniversário de três anos de sua neta. Ele tinha ido para a Inglaterra nove dias depois do nascimento de Virgínia no Novo Mundo, e a guerra contra a Espanha o impedira de voltar até aquela data. Por três anos, mantivera sua filha Eleanor e a neta, Virgínia, em seus pensamentos enquanto os britânicos dizimavam a armada espanhola, e agora poderia vê-las novamente. "Ela provavelmente é a cara da mãe", pensou, enquanto seus três navios acostavam. Eles tinham dado um tiro de canhão para avisar os colonos da aproximação dos navios e haviam visto uma coluna de fumaça elevando-se da ilha, a qual acreditaram ser apenas uma fogueira sinalizadora.

Mas John White e sua tripulação não tiveram uma acolhida calorosa. Ao desembarcarem, encontraram … nada. Todas as casas e estruturas haviam sido "desmontadas" e, numa cerca de madeira, White encontrou gravada a palavra "CROATOAN", usada por ele para "sinalizar o lugar onde devo encontrar os colonos acomodados, um símbolo secreto sobre o qual concordamos quando os deixei da última vez … pois, com minha partida, eles estavam preparados para se mudar 80 quilômetros território adentro".

Mais de 400 anos depois, o desaparecimento dos colonos de Roanoke continua a ser um dos enigmas mais desconcertantes da história americana.

Existem algumas teorias mais plausíveis do que outras acerca do desaparecimento?

Sim, e muitos historiadores acreditam na ideia de os colonos terem migrado para Croatoan, na ilha de Hatteras, como a que faz mais sentido. John White dissera a eles para gravar o nome do lugar de destino numa árvore ou numa cerca caso resolvessem juntar as coisas e se mudar, e ele também lhes dissera para colocar uma cruz-de-malta sobre o nome do lugar se fossem forçados a partir, ou se estivessem sendo levados como prisioneiros. Não havia cruz-de-malta alguma sobre a palavra Croatoan, sugerindo que a partida tinha ocorrido por decisão deles.

Teriam eles sido assimilados pela linhagem de índios de Chesapeake?

O explorador inglês John Lawson visitou a ilha de Roanoke 119 anos após o desaparecimento da colônia. Ele passou algum tempo com os índios de Hatteras, descendentes diretos da tribo original de Croatoan. Tempos depois, John escreveu que os índios lhe haviam contado que "vários de seus ancestrais eram homens brancos que conseguiam dizer coisas num livro tal como nós, e a veracidade disso pode ser confirmada pela rara ocorrência de olhos acinzentados entre esses índios, e não em outros".

Teriam os colonos sido massacrados pelos índios de Croatoan e um dos últimos sobreviventes gravado o nome de seus assassinos na cerca? Possivelmente, mas tanto os espanhóis quanto os ingleses não apenas investigaram cuidadosamente o lugar da colônia original, como também procuraram bastante por algum sinal dos colonos, e todos terminaram de mãos vazias. Diríamos que deveria haver sinais de um massacre sangrento de mais de 100 pessoas — ainda que fossem só sangue e areia.

E quanto às teorias sobrenaturais? Alguns alegam que a colônia inteira foi abduzida por aliens e levada para uma espaçonave. Isso explicaria a total ausência de qualquer tipo de indício de que havia pessoas em Roanoke antes da chegada de John White.

Tal como acontece com todas as teorias improváveis, sobrenaturais e paranormais, não podemos comprovar que isso não aconteceu, por mais absurdo que seja. E assim continua o mistério e, por fim, nossa conclusão aqui é que o destino da colônia perdida de Roanoke ainda é desconhecido.


Fonte: Os 100 Maiores Mistérios do Mundo - Stephen J. Spugnesi - Difel 2004

sexta-feira, 17 de junho de 2016

É Temporada de Caça?

New Yorker Magazine, Nov. 2, 1963. Charles Addams Halloween cover: witches flight.

Ilustração do célebre cartunista Charles Addams (Westfield, New Jersey, 07/01/1912 - Nova York, 29/09/1988) para a capa da revista New Yorker de novembro de 1963. Addams foi o criador, em tiras de quadrinhos, depois adaptado para a TV, dos personagens da "Família Addams".

Charles Addams


O cartunista Charles Samuel Addams, conhecido como o "Mestre do Macabro", nasceu em Westfield, New Jersey, em 07/01/1912, e faleceu em Nova York, em 29/09/1988. Com seu senso de humor irônico e mórbido, ele ficou célebre ao criar nas tiras de quadrinhos personagens que habitavam um mundo particular, com criaturas ao estilo Frankenstein. Suas histórias foram adaptadas para a TV com o nome de "A Família Addams".

Addams trabalhou no departamento de arte de uma revista criminalista e sua função era pintar cruzes pretas nas fotografias indicando o lugar onde havia sido encontrado o cadáver. Seu humor mórbido floresceu na revista "The New Yorker", em 1936, e a sua produção era equivalente à de James Thurber e Peter Arno, com quem trabalhava.

Um ano depois a revista publicaria os seus inspirados cartoons da Família cujas figuras góticas, mais tarde, ganhariam vida numa série feita para a televisão: A Família Addams. Esta série acabou sugerindo outra, igualmente famosa: Os Monstros. Vários de seus cartoons tornaram-se clássicos: o esquiador cujos esquis misteriosamente passam por uma imensa árvore, um de cada lado.

A Família Addams

O abastado advogado Covas Addams / Gomez Alonso Addams, que tinha como passatempo favorito explodir trens de brinquedo, se excitava sempre que sua esposa Mortícia Frump falava em francês. A mulher de visual exótico e expressão macabra era mãe de duas crianças: Vandinha / Wednesday e Feioso / Pugsley, que se divertiam brincando de assassinato.

"São as crianças, querido, voltando do acampamento."

A família também contava com o Tio Chico / Fester, que tinha um vasto conhecimento sobre tudo que é macabro; a vovó, uma espécie de bruxa, mãe de Mortícia; Itt, o primo de Gomez, um sujeito que tem tanto cabelo que não se vê nenhuma parte de seu corpo; o mordomo Tropeço / Lurch, uma criatura enorme, sem expressão e de poucas palavras; e o Coisa, uma mão sem corpo que vivia dentro de uma caixa.

Os Addams tinham como animais de estimação uma aranha, um leão, um polvo e duas piranhas, sendo que Mortícia tratava sua planta carnívora, chamada de Cleópatra, como se fosse um animalzinho.

Adaptada por David Levy e Nat Perrin, a ‘típica família americana’, do ponto de vista macabro, estreou na televisão em 1964, trazendo em seu elenco os atores John Astin, Carolyn Jones, Lisa Loring, Ken Weatherwax, Jackie Coogan, Blossom Rock, Felix Silla e Ted Cassidy.


A série não retrata o humor de Addams, apenas os personagens que ele criou, já que o tom irônico e mórbido vistos nas tiras de quadrinhos foi suavizado para atender os interesses do canal ABC, que pretendia apenas oferecer uma sitcom para toda família com um visual diferente, apoiado na fama que Addams conquistara como cartunista.
Mesmo assim, a série foi bem recebida, registrando cerca de 23.9% da audiência do público alvo, de acordo com o jornal L.A. Times.

“A Família Addams” estreou uma semana antes de “Os Monstros”, da CBS, outra comédia que apresentava uma família ‘diferente’, encabeçada pela criatura de Frankenstein casada com a filha do Drácula. Na competição pela audiência, os Addams perderam para os Monstros, que em sua primeira temporada registrou cerca de 24.7% do público alvo.


Wikipédia / Revista Veja 07/01/2012

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Feitiços Sexuais Encontrados em Papiros Egípcios

Credit: © the Imaging Papyri Project, University of Oxford & Egypt Exploration Society.

Um egiptólogo italiano decifrou em dois papiros de Oxirrinco datados do século III, fórmulas mágicas para feitiços de amor para mulheres e para homens, a fim de subjugar a vontade da pessoa. O descobrimento foi anunciado no site Live Science no dia 20 de maio.

O pesquisador Franco Maltomini da Universidade de Udine, na Itália, conseguiu traduzir papiros que datam de 300 D.C., e descobriu neles dois feitiços sobre amor, sexo e submissão. As fórmulas mágicas para esses feitiços estavam escritas em egípcio antigo e não eram destinados para uma pessoa concreta. Ao ler a fórmula, tinha que se pronunciar (ou escrever) o nome da pessoa a quem o feitiço era destinado. O autor das fórmulas não está indicado.

​Os textos dos feitiços de amor apelam a uma divindade. Aquele que quisesse enfeitiçar uma mulher era aconselhado a queimar algumas substâncias (seus nomes não foram encontrados) no banho, e em seguida, escrever na parede as seguintes palavras: "Enfeitiço-a, terra e água, em nome do demônio que habita em você e (enfeitiço) o destino deste banho, como você brilha, se queima e flameja, assim que você queima [nome da mulher], parida pela [nome da mãe da mulher], até que se torne minha…"

O objetivo da segunda fórmula mágica – subjugar a vontade do homem. Recomenda-se gravar algumas frases "mágicas" em uma placa de cobre e depois a colocar junto com os pertences da pessoa (por exemplo, com sandálias).

Além disso, na parte traseira do papiro estão gravadas algumas receitas médicas. Dor de cabeça, lepra e outras doenças, segundo elas, podem ser tratadas com excrementos de animais.

Os papiros foram encontrados no início do século XX, junto com milhares de outros, entre as ruínas da antiga cidade egípcia de Oxirrinco. Os documentos estão sendo decifrados até hoje.


Mamíferos em Ascensão na Época do Fim dos Dinossauros

Os pequenos mamíferos explodiram em tamanho depois da extinção dos dinossauros.

"Nossos ancestrais da época dos dinossauros eram patéticos. Mamíferos minúsculos e covardes que, oprimidos pelo domínio dos mega-répteis, só serviam de aperitivo. Só estamos aqui por causa de um meteoro no México: foi quando os grandões foram extintos, há 66 milhões de anos". Essa é a história tradicional, talvez mal contada.

A Universidade de Southampton (Inglaterra), num amplo estudo, analisando principalmente dentes do período Cretáceo (o fim da era dos dinos), revelou que em verdade os mamíferos já estavam em ascendência.

Não que fossem capazes de ganhar na queda de braço com dinossauros - eles eram pequenos, com os maiores atingindo o tamanho de um cachorro. Mas os dentes revelam uma imensa variedade de formas e dietas - o que quer dizer que os mamíferos estavam diversificando imensamente, possivelmente tomando nichos ecológicos que seriam ocupados pelos dinos menorzinhos.

Os pesquisadores também ficaram surpresos com a catástrofe que causou a extinção dos dinossauros que também atingiu fortemente os mamíferos e deu uma segurada nessa fase de ascensão. “Eu realmente esperava ver mamíferos mais diversificados imediatamente após a extinção" - afirma o paleontólogo David Grossnickle, condutor do estudo. "Eu não esperava ver nenhuma queda. O que descobrimos não bate com a visão tradicional que, após a extinção, os mamíferos dispararam".

Grossnickle e sua equipe especulam que a razão do sucesso dos mamíferos talvez tenha a ver com o surgimento das plantas frutíferas no Cretáceo, o que beneficiou os insetos e, então, seus principais predadores.

Outro estudo recente mostrou que os dinossauros estavam em decadência, com o número de espécies definhando por 50 milhões de anos até a extinção final.


Yahoo Notícias 10/6/2016 / Fábio Marton - Superinteressante

Punhal de Tutancâmon Veio do Espaço

Foto / Crédito: Daniella Comelli, Politecnico di Milano.

Um achado para se somar a uma lista de outros não menos extraordinários sobre o misterioso Tutancâmon: cientistas descobrem que o metal da arma branca do faraó adolescente não é coisa deste mundo.

Mais um dos mistérios que envolvem o faraó Tutancâmon foi desvendado. Segundo uma pesquisa publicada na revista norte-americana Meteoritics e Planetary Science, o punhal encontrado junto a múmia foi, de fato, feito com material vindo de um meteorito.

Desde 1925, cientistas tentam comprovar as "lendas" egípcias que citavam o "ferro que caiu do céu". Agora testes científicos feitos com técnicas de fluorescência de raios X indicaram que a lâmina contém 10% de níquel e 0,6% de cobalto, concentrações de substâncias encontradas em meteoritos metálicos.

O estudo também confirma o valor que os antigos egípcios davam para o ferro dos meteoritos, usados para a produção de objetos preciosos, como o punhal do faraó.

"O uso esporádico de ferro tem sido relatado na região do Mediterrâneo Oriental desde o período Neolítico até a Idade do Bronze. Apesar da rara existência de ferro fundido, é geralmente assumido que os primeiros objetos de ferro foram produzidos a partir de ferro de meteoritos", diz o artigo. "Nosso estudo confirma que os antigos egípcios atribuíam grande valor ao ferro de meteoritos para a produção de objetos preciosos. Além disso, a alta qualidade da fabricação da lâmina do punhal de Tutancâmon, em comparação com outros artefatos simples feitos de ferro de meteoritos, sugere um domínio significativo da artesania do ferro na época de Tutancâmon."

A pesquisa é fruto de uma parceria ítalo-egípcia e recebeu apoio de universidades italianas de Milão, Turim e Pisa, além do museu do Cairo.

O faraó Tutancâmon, conhecido como "faraó menino", se tornou a múmia mais famosa do mundo e tem sido alvo de curiosidade de diversos historiadores que desejam desvendar mais mistérios sobre aquele que foi o mais jovem mandatário do antigo Egito. Falecido aos 19 anos, em 1.324 a.C, ele reinou por nove anos.

O novo achado vem se somar a uma série de fatos extraordinários sobre o faraó, que assumiu o poder aos 9 anos e morreu provavelmente com 19. Seu corpo, descoberto em 1925, foi encontrado com o pênis ereto - não se sabe como ou por que os egípcios o embalsamaram nesse estado.

Outra surpresa é que a análise da múmia revelou que o corpo pegou fogo depois de morto - possivelmente uma combustão espontânea acendida por algum erro no processo químico de embalsamamento. As surpresas não param aí. Este ano, cientistas detectaram sinais de uma câmara secreta na tumba do faraó criança, e agora eles estão em busca de ainda mais tesouros.


Ansa / Denis Russo Burgierman (02/06/2016)

O Circo Humano

Joseph Merrick carte de visite photo c. 1889.

No século XIX principalmente, muitos dos casos clássicos da teratologia – o estudo dos defeitos congênitos – foram também estrelas de circos. Se o estigma do problema físico impedia que o indivíduo pudesse seguir uma profissão convencional, a humilhante – e às vezes lucrativa – alternativa era explorar o fascínio e a ignorância do público, exibindo-se sob a lona dos freak shows (“espetáculos de aberrações”).

O caso mais conhecido é o de Joseph Merrick, nascido em Leicester, Inglaterra, em 1862. Ele tinha 2 anos quando sua mãe notou que a pele do filho crescia de modo estranho, formando calombos na cabeça e no pescoço. Os defeitos tornaram-se cada vez mais acentuados à medida que o menino crescia. O lado direito de sua cabeça cresceu de forma desproporcional. Seu braço direito também era enorme, e o crescimento irregular inutilizou sua mão. Joseph teve de deixar a casa cedo, por incompatibilidade com o padrasto.

Tentou a vida como vendedor de rua e operário, mas o abuso por parte dos colegas era demais. Acabou se empregando com um promotor de espetáculos, que lhe deu o apelido pelo qual ficaria conhecido: Homem-Elefante. Merrick foi então “descoberto”pelo doutor Frederick Treves, que mais tarde seria o médico da família real britânica. Treves exibiu seu paciente célebre nas sociedades científicas da época. Merrick ainda voltaria ao circo, mas acabou sendo acolhido em caráter permanente por um hospital de Londres. Morreu de asfixia, em 1890, ao deitar-se para dormir – o peso de sua cabeça esmagou a traquéia. Sua história inspirou um filme de David Lynch, O Homem-Elefante (1980).

Os médicos da época diagnosticaram a condição de Merrick como elefantíase, problema do sistema linfático que causa inchaço no corpo. Mais tarde, o consenso científico foi de que o Homem-Elefante sofria de um caso extremo de neurofibromatose, moléstia congênita que causa crescimento anormal do sistema nervoso. No final dos anos 90, exames radiológicos do esqueleto de Merrick, conservado até hoje no Hospital Real de Londres, revelaram que o crescimento ósseo era incompatível com os casos conhecidos de neurofibromatose – o Homem-Elefante não tinha, por exemplo, a espinha curvada que é típica desses casos. O diagnóstico mais aceito hoje é de que Merrick sofria de síndrome de Proteu, um distúrbio de crescimento raríssimo que só foi identificado em 1979.

Os siameses Chang e Eng Bunker.

Os gêmeos conjugados são chamados de siameses por conta da fama de Chang e Eng Bunker, naturais do Sião (atual Tailândia). Ligados na altura do esterno, hoje os dois provavelmente poderiam ser separados cirurgicamente, mas quando nasceram, em 1811, a medicina não tinha muito o que lhes oferecer. Chang e Eng fizeram carreira nos Estados Unidos como atrações do célebre circo Barnum and Bailey.

Cansados da vida nos picadeiros, acabaram se estabelecendo como fazendeiros no estado da Carolina do Norte. Cortejaram e se casaram com duas irmãs da comunidade local. Os dois morreram com 63 anos, deixando 21 filhos (11 de Eng e 10 de Chang).

Bem mais triste foi o destino de Julia Pastrana, a mulher barbada que causou sensação ao ser exibida como uma espécie intermediária entre o ser humano e o macaco. Consta que Pastrana era um índia mexicana, nascida em 1834, mas os dados sobre sua origem são duvidosos. Tinha pêlos abundantes e grossos não só no rosto, mas também nos braços. Com pouco mais de 20 anos, ela excursionou pelos Estados Unidos, exibida como a “Maravilha Híbrida”.

Atravessou o oceano Atlântico em 1857 para começar sua carreira europeia, em um espetáculo em Londres que incluía canto e dança. Seu empresário, Theodore Lent, levou-a em seguida a uma longa excursão pela Europa continental. Apesar dos pêlos abundantes, Julia era descrita como uma mulher delicada, talentosa e inteligente. Talvez seduzido por esses encantos, Lent, o empresário, casou-se com ela. Ou talvez tenha sido uma estratégia para preservar seu ganha-pão: Julia sofria por ter uma aparência como aquela e falava a amigos de sua vergonha por ser exposta como uma aberração.

Julia Pastrana

O casal estava em Moscou quando descobriu que Julia ficara grávida. Os médicos temiam que o parto fosse difícil, pois a pélvis dela era muito estreita. Em 1860, deu à luz um menino igualmente peludo, que viveu só 35 horas. Ela mesma morreria cinco dias depois. A história fica particularmente bizarra a partir daqui. Lent vendeu Julia e o bebê para um anatomista russo que os embalsamou com muito capricho. Mais tarde, alegando direitos de marido e pai sobre os dois corpos, Lent tomou-os de volta. Voltou a excursionar pela Europa para exibir as múmias.

Depois de sua morte, sua segunda mulher – que também era barbada! – doou Julia e o bebê a um empresário alemão. A partir daí, as múmias seguiriam um triste périplo, passando de um a outro museu de curiosidades. Em 1990, foram redescobertas no porão de um instituto médico legal em Oslo, Noruega. O médico Jan Bondeson examinou Julia e o filho.

Em seu livro Galeria de Curiosidades Médicas, ele revela que a índia mexicana não só tinha crescimento anormal de cabelos, mas também sofria de deformações dentárias, com hiperplasia da gengiva. Bondeson acredita que essas características encontradas em Julia Pastrana são parte de uma síndrome genética rara.


Por Jerônimo Teixeira (Superinteressante)

Barnum: O Rei das Fraudes

P. T. Barnum
Ele já foi chamado de “pai do pop”, “príncipe da falcatrua”, “avô da publicidade”. Amado por uns, odiado por outros, P.T. Barnum foi uma lenda em seu tempo. Empresário multimídia muito antes de existirem tantas mídias, Barnum chocou, entreteu e enganou o público por boa parte do século 19.

Phineas Taylor Barnum nasceu em 1810 no interior de Connecticut. Aos 25 anos foi tentar a vida em Nova York. Aceitava qualquer trabalho até descobrir que podia ganhar muito fazendo o que mais gostava: pregar peças nos outros.

A primeira grande falcatrua foi Joice Heth, uma escrava que dizia ter 161 anos. Barnum lançou-se como seu empresário e saiu em turnê exibindo “a mulher mais velha do mundo”, “ex-babá do presidente George Washington”. Sucesso total!

Reclame da escrava de 161 anos
Quando o interesse pela escrava começou a diminuir, Barnum enviou uma carta anônima a um jornal dizendo que a velha era uma fraude. Aliás, não era humana, e sim uma máquina feita de osso de baleia e couro velho. A mentira atraiu milhares que queriam ver de perto a mulher-robô. Barnum ficou rico e aprendeu uma lição: o público gosta de ser enganado.

Barnum viajou com aberrações até 1841, quando abriu um museu de curiosidades em Nova York. Uma das peças mais famosas eram os restos mortais da “Sereia de Fiji” – na verdade um torso de macaco costurado num rabo de peixe.

Ao longo de todo esse tempo, o público tinha se decepcionado três vezes. Em primeiro lugar, apesar dos anúncios mostrarem a sereia como uma mulher jovem e bonita, a criatura era bem menos atraente. Tinha o corpo murcho de um macaco e o rabo de um peixe seco. Como o correspondente do jornal “Charleston Courier” colocou:

“É uma ilusão… a visão da maravilha foi para sempre roubada de nós – jamais teremos novamente o discurso, mesmo na poesia, da beleza da sereia, nem conquistaremos uma sereia mesmo em nossos sonhos – pois a senhora Fiji é a própria encarnação da feiúra”.

Os restos mortais da “Sereia de Fiji”.


A fama do museu fez de Barnum uma das figuras públicas mais conhecidas da época. Um de seus personagens, o anão “General” Tom Thumb, que dançava, cantava e fazia piadas, viajou o mundo e ganhou fãs como Abraham Lincoln e a rainha Vitória, da Inglaterra.

P.T. Barnum também é conhecido como o criador do circo moderno. Em 1867 ele montou sob uma tenda um show itinerante chamado de “O Maior Espetáculo da Terra”, que sobrevive até hoje no “Ringling Bros. and Barnum & Bailey Circus”. Sua principal atração era o elefante Jumbo, apresentado como o maior do mundo. Quando o animal morreu atropelado, Barnum mandou empalhar o bicho e continuou a apresentá-lo como se nada tivesse acontecido. A moda do elefante passou, mas seu nome tornou-se sinônimo de “grande” em inglês.

Quando outros falsários se apresentaram, Barnum ultrapassou-os. George Hull, um arqueólogo que forjou a descoberta do gigante de Cardiff – supostamente um fóssil humano, na verdade uma escultura de gesso corroída por ácido – teve sua obra superada por um similar apresentado como “o verdadeiro” gigante. Ao ver as filas na porta do museu de Barnum para visitar a falsificação da falsificação, Hull disse a frase que entraria para a história como sendo de Barnum: “Nasce um trouxa a cada minuto”.

No final da vida Barnum foi prefeito de Bridgeport, Connecticut. Continuou ativo até morrer, em 1891.

O gigante de Cardiff ainda é exibido em Nova York, a 9 dólares por cabeça, enquanto a réplica de Barnum está num museu em Michigan. Algumas coisas não mudam: o público ainda gosta de ser enganado.


Fontes: Cris Siqueira (Superinteressante); As Sereias.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Sete Vezes Sete


Quando o falecido jornalista e escritor inglês Arthur Koestler (foto) publicou “As Razões da Coincidência”, um estudo de curiosas simultaneidades no tempo e no espaço, foi bombardeado por cartas de pessoas que haviam tido experiências similares.

A mais consistente e coincidente de todas foi, provavelmente, a que veio de Anthony S. Clancy, de Dublin, Irlanda, nascido no sétimo dia do sétimo mês do sétimo ano do século, e, também, por coincidência, o sétimo dia da semana.

"Fui o sétimo filho de um sétimo filho", escreveu ele, "e tenho sete irmãos; o que resulta em sete setes."

Na verdade, isso resulta em oito setes, se contarmos o número de letras de seu prenome, mas vamos continuar: no dia de seu 27º aniversário, de acordo com o próprio Clancy, ele foi ao hipódromo. O cavalo número sete do sétimo páreo chamava-se Seventh Heaven (Sétimo Céu). As apostas contra Seventh Heaven eram de 7 contra 1, mas Clancy apostou sete xelins assim mesmo. Seventh Heaven chegou em sétimo lugar.


Fonte: Livro «O Livro dos Fenômenos Estranhos» de Charles Berlitz

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Vice-Versa


Allan Falby era capitão da County Highway Patrol de El Paso, Texas, nos anos 30, quando colidiu sua moto contra um caminhão em alta velocidade e quase morreu.

Sua vida esvaía-se lentamente por uma artéria rompida em sua perna quando um transeunte, Alfred Smith, parou para prestar-lhe socorro. Smith amarrou a perna que sangrava e Falby sobreviveu, embora somente alguns meses depois tenha se recuperado totalmente para reassumir seu cargo.

Cinco anos mais tarde, foi Falby quem chegou ao local de um outro acidente na área. Um homem batera seu carro contra uma árvore e sangrava profusamente por uma artéria rompida em sua perna direita.

Antes da chegada da ambulância, Falby conseguiu amarrar um torniquete e salvar a vida do homem. Só então é que percebeu que a vítima era seu próprio salvador de cinco anos atrás, Alfred Smith. Falby comentou sobre o incidente como um verdadeiro profissional:

- Isso prova que um bom torniquete merece outro.


Fonte: Livro «O Livro dos Fenômenos Estranhos» de Charles Berlitz

Pirilampos

Mary Henrietta Kingsley
Os homens da era vitoriana, conhecidos por seu senso de aventura, sempre encontravam coisas em suas viagens pelo mundo, que ainda permanecem sem explicação.

Em 1895, por exemplo, enquanto explorava o Protetorado da Nigéria e a região do Gabão, na África, a exploradora, etnógrafa e escritora científica Mary Kingsley (12/10/1862 - 03/06/1900) acampou no lago Ncovi, entre os rios Ogowe e Rembwe.

Em seu livro, "Travels in West África", Mary Kingsley conta como pegou sua canoa sozinha uma noite para tomar um banho.

Floresta adentro, na margem oposta do lago, surgiu uma bola violeta do tamanho de uma pequena laranja. Quando chegou à areia da praia, ela pairou por uns instantes e ficou indo para a frente e para trás sobre o solo.

Em uma questão de minutos, uma outra bola de luz violeta juntou-se à primeira, sendo que essa segunda veio de trás de uma das ilhotas. Os dois pequenos globos de luz então começaram a brincar de pegador, avançando e circulando entre si.



Mary Kingsley encostou seu barco na margem, mas uma das luzes desapareceu na vegetação e a outra passou para o outro lado do lago. Seguindo em sua canoa, Mary ficou surpresa quando a aparição violeta de repente afundou nas águas do lago.

- Pude ver seu brilho - disse -, até que ela desapareceu nas profundezas da água.

A intrépida Mary Kingsley pensou que o fenômeno pudesse ser uma espécie rara de inseto. Mas os nativos entrevistados por ela referiram-se à luz como um aku, ou demônio. Inseto, demônio ou mesmo gás do pântano, o fato é que o fenômeno continua até hoje sem explicação.


Fontes: Livro «O Livro dos Fenômenos Estranhos» de Charles Berlitz; Wikipédia.

terça-feira, 7 de junho de 2016

O Homem que Não Podia Ser Enforcado


Nos degraus do cadafalso erigido para sua execução, o carrasco perguntou a John "Babbacombe" Lee se ele tinha um último pedido a fazer, antes de morrer.

- Não - respondeu. - Vamos logo com isso.

A data era 23 de fevereiro de 1885, e Lee estava para ser enforcado pelo assassinato de sua empregadora, Emma Ann Keyes, de Exeter, Inglaterra, que fora encontrada com a garganta cortada e a cabeça esmagada por uma machadinha. Agora a justiça estava para ser feita. O carrasco enfiou um saco na cabeça de Lee e apertou o nó corrediço em seu pescoço. Em seguida, deu o sinal para que fosse aberto o alçapão. Nada aconteceu.

O nó corrediço foi tirado do pescoço de Lee, e o mecanismo do alçapão examinado, em busca de defeitos. Nada de errado foi encontrado. Então, o prisioneiro foi colocado diante do carrasco outra vez. A ordem foi dada e, novamente, o mecanismo não funcionou. Dessa vez, as bordas do alçapão foram aplainadas para assegurar um funcionamento perfeito. Mas, pela terceira e, finalmente, quarta vez, o alçapão recusou-se a se abrir.


Sem saber o que fazer, o xerife levou Lee de volta a sua cela. O caso chegou às primeiras páginas dos jornais e até mesmo a Câmara dos Comuns uniu-se aos debates sobre o que fazer com "o homem que não podia ser enforcado".

Finalmente, a pena de Lee foi comutada para prisão perpétua. Depois de 22 anos atrás das grades, o homem de mais sorte do mundo foi posto em liberdade condicional, em dezembro de 1907.

Lee viveu pelo menos outros 35 anos, e parece que morreu em Londres em 1943. Embora sua milagrosa fuga do laço do carrasco tenha sido freqüentemente ressuscitada por repórteres, que gostam do fantástico e do inusitado, nenhuma explicação satisfatória jamais foi encontrada para a alçapão defeituoso.


Fonte: Livro «O Livro dos Fenômenos Estranhos» de Charles Berlitz
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