quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Peter Binsfeld

Atividades diversas das bruxas em Trier - Frontispício de 1592 da obra de Peter Binsfeld,
Tractatus de confessionibus maleficorum et sagarum
Peter Binsfeld (também chamado de Peter Binsfield, lat. Petrus Binsfeldius), foi um demonologista, teólogo e padre jesuíta medieval. Filho de um agricultor e artesão, nasceu na aldeia de Binsfeld na região alemã de Eifel. Viveu em Trier, na Alemanha, e ali morreu, vitimado pela peste bubônica em 1598.

Binsfeld cresceu no meio católico rural da região de Eifel. Considerado por um abade local como um rapaz muito talentoso, ele foi enviado para estudar em Roma. Depois de seus estudos, Binsfeld retornou à sua região e se tornou uma figura importante nas atividades católicas antiprotestantes no final do século XVI. Ele foi eleito bispo de Trier e se tornou um escritor teológico conhecido, alcançando fama como um dos mais importantes caçadores de bruxas de seu tempo.

Escreveu o influente tratado "De confessionibus maleficorum et sagarum" (Das confissões de feiticeiros e bruxas), traduzido em várias línguas (Trier, 1589), em que discutia as confissões de supostas bruxas e argumentava que a tortura não afetava a veracidade destas confissões.

Ele achava que meninas menores de doze anos e meninos menores de quatorze anos não poderiam ser considerados culpados de praticar bruxaria, que devido à precocidade de algumas crianças a lei não deveria ser completamente rigorosa. Este ponto de vista pode ser considerado como moderado, considerando que outros inquisidores tinham condenado à fogueira crianças entre dois e cinco anos de idade.

Ao contrário de outros autores da mesma época, Binsfeld duvidava que as pessoas poderiam assumir a forma de animais e da validade das marcas diabólicas.

Em 1589, comparou cada um dos sete pecados capitais com um demônio: Luxúria: Asmodeus; Gula: Belzebu; Ganância: Mammon; Preguiça: Belphegor; Ira: Satanás/Azazel; Inveja: Leviathan; Orgulho: Lúcifer.

Ele também teorizou que outros demônios poderiam invocar o pecado. Por exemplo, Lilith e sua prole, o incubus e sucubus, invocam a luxúria. O sucubus dorme com os homens, a fim de impregnar a si mesmo, para que possa suportar mais demônios. O incubus dormiria com mulheres para levá-las a pecar.


Fonte: Wikipédia.

As Vozes dos Mortos


Com a multiplicação da parafernália eletrônica nos últimos anos, não faltam opções para os mortos que quiserem enviar suas mensagens aos vivos. Até o home theater de sua casa pode servir de meio de comunicação com o outro mundo.

Durante 20 anos, Konstantine Raudive gravou 72 mil vozes em fitas magnéticas. Não, ele não trabalhava num estúdio ou numa produtora de áudio. Dizem que os sons registrados por esse psicólogo e filósofo letão vinham do além. Ele era especialista em EVP (abreviatura em inglês de “fenômeno da voz eletrônica”), uma das principais manifestações da transcomunicação instrumental – o contato entre mortos e vivos por meio de objetos inanimados. Raudive gostava tanto da sua coleção de frases e recados de espíritos que, até hoje, continua ajudando os estudiosos do assunto. O macabro dessa história é que ele morreu em 1987. A americana Sarah Estep, autora do livro Voices of Eternity (“Vozes da Eternidade”), afirma que volta e meia Raudive aparece nas ondas do rádio de algum colega ainda em atividade na Terra, enviando mensagens em prol da divulgação do fenômeno.

Febre na década de 70, o EVP voltou recentemente das trevas graças ao filme Vozes do Além (de Geoffrey Sax, 2005). Ele conta a história de um arquiteto (vivido por Michael Keaton) que começa a receber declarações de sua finada esposa em gravações caseiras. No início ele é cético quanto à autenticidade das vozes, mas, aos poucos, fica obcecado com a idéia de conversar com a amada que partiu.

Nos anos 20, o americano Thomas Edison – o mesmo que inventou a lâmpada elétrica – previu que, um dia, o homem seria capaz de construir uma máquina para falar com os mortos. Ele nem chegou perto de patentear tal equipamento, mas despertou o interesse de cientistas e religiosos, principalmente os ligados ao espiritismo. Nas décadas de 30 a 50, ganhou força a tese de que os espíritos poderiam enviar mensagens por meio de rádios, vitrolas e outros equipamentos eletrônicos.

"Sou eu mesmo”

Em 1952, o frade franciscano Agostino Ernetti e o monge beneditino Pellegrino Gemelli copiavam cantos gregorianos num gravador de rolo. De repente, a fita arrebentou. Gemelli olhou para o céu e, em tom de brincadeira, pediu ajuda a seu pai. Mais tarde, no meio das músicas, escutaram a voz do pai de Gemelli dizendo: “Certo, vou ajudá-lo. Estou sempre com você”. Chocados, eles repetiram o experimento, e a mesma voz disse: “Zucchini, é claro, você não sabe que sou eu?”. Zucchini era o apelido de criança de Gemelli e ninguém, além dele próprio e do pai, sabia. Os dois contaram a história ao papa Pio XII, mas o caso só veio à tona em 1994, pouco antes de Ernetti morrer.

O acaso também pegou o produtor ucraniano Friedrich Jürgenson. Em 1959, ele gravava sons de pássaros para um filme, quando captou o que acreditou ser a voz de sua falecida mãe: “Friedrich, você está sendo observado. Friedel, meu pequeno Friedel, você pode me ouvir?”. Impressionado, nos quatro anos seguintes, Jürgenson se aprofundou no estudo do EVP e registrou centenas deles, tornando-se um dos pioneiros da área.

Rádios fora de sintonia, com aquele angustiante barulho de estática, e o silêncio dos cemitérios são os lugares preferidos do pessoal ligado em EVP. Como estamos cada vez mais rodeados de eletrônicos, podemos supor que aumentou muito a chance de encontrar um morto desesperado para trocar umas idéias com os vivos. No século 21, televisão, computador, videocassete, CD e DVD, fax e telefone celular podem conter uma mensagem do além com a mesma eficiência das fitas das primeiras experiências. Os espíritas são grandes incentivadores do estudo do fenômeno, por acreditarem na interação entre os mundos de cá e lá. Na falta de uma pessoa com poderes mediúnicos, os espíritos se manifestariam por meio das máquinas domésticas. Assim, o home theater da sua casa serviria de médium entre mortos e vivos.

O que pensam os céticos disso tudo? “Hoje, parapsicólogos sérios não se interessam por EVP, e a literatura moderna da parapsicologia não mostra qualquer evidência de paranormalidade nessas gravações”, escreve o psicólogo americano James Alcock, integrante do Comitê de Investigação Científica das Alegações de Paranormalidade. As pretensas vozes seriam resultado da interferência de emissoras de rádio ou modulações cruzadas, quando os aparelhos eletrônicos captam acidentalmente transmissões em outras freqüências. O EVP também surgiria de ataques de pareidolia e apofenia, mecanismos perceptivos que levam as pessoas a ver imagens e ouvir sons que não existem. Os cientistas batem pesado no fato de que as gravações mostram geralmente frases isoladas, como “alô?”, “você está aí?” ou “não estamos sozinhos”. É só isso que os mortos têm para nos revelar?

A polêmica entre defensores e detratores é tamanha que sobrou até para o padre católico Roberto Landell de Moura, o primeiro brasileiro a fazer uma transmissão experimental de rádio, em 1894, no alto da Avenida Paulista, em São Paulo. Os estudiosos da transcomunicação instrumental dizem que, paralelamente ao rádio, ele teria trabalhado numa máquina para falar com os mortos – inclusive, teria obtido sucesso na empreitada. Já os céticos afirmam que, como o homem era um católico convicto, dificilmente teria tentado se comunicar com o além, um assunto que, certamente, desagradaria o Vaticano.

Moura era visto andando com um pacote embaixo do braço, no qual guardava as peças do seu primeiro transmissor. Ele queria provar que era possível conversar com uma pessoa a quilômetros de distância sem o uso de fios. Hoje, a comunicação sem cabos chega a ser banal, mas no final do século 19 soava a bruxaria. Tanto que alguns paroquianos descontentes destruíram a oficina do padre-inventor. Outros contaram que escutaram bate-papos estranhos do padre com uma caixinha de madeira.

Mentes despreparadas para a revolução do rádio teriam concluído que Moura se comunicava com o além? Ou ele realmente tentou montar a sonhada máquina de Thomas Edison? Esse é mais um capítulo da eterna batalha entre a razão e a fé, na qual os fantasmas parecem ser os únicos que se divertem.


Texto de Leandro Steiw

A Dama Podre


Mary Ann Cotton (Mary Ann Robson, outubro de 1832, Low Moorsley, Condado de Durham – 24 de março de 1873) foi uma mãe que assassinou até 20 pessoas, inclusive 12 filhos, por envenenamento por arsênico.

Mary Ann nasceu no que hoje é a cidade de Sunderland. Seu pai Michael, um mineiro, foi um religioso fervoroso e um disciplinador feroz. Quando tinha oito anos, seus pais se mudaram com a família para a aldeia de Durham County Murton, County Durham, onde ela acabou entrando numa escola nova e encontrou dificuldades para fazer amigos. Logo após a mudança, seu pai caiu em uma mina que estava sendo escavada e morreu em Colliery Murton.

Quando tinha 14 anos, sua mãe casou com Robert Stott, com quem Mary Ann não se dava bem. Na idade de 16 anos, ela se mudou para tornar-se uma enfermeira domiciliar na casa de Edward Potter na aldeia vizinha de South Hetton. Depois de três anos lá, ela voltou para a casa de sua mãe com conhecimentos de costura.

Aos 20 anos de idade, se casou com William Mowbray Cotton, mudou-se para Plymouth e teve cinco filhos. Quatro destas crianças morreram de dores de estômago ou febre gástrica. O casal voltou para o Nordeste, onde ela teve mais três filhos. Todos eles morreram. Mowbray morreu de uma doença intestinal, também, em janeiro de 1865.

Mary Ann casou, e seu segundo marido, George Ward, também morreu de problemas intestinais. Dois de seus filhos restantes, também morreram. Depois uma outra criança também morreu, então, os jornais locais se interessaram pelo caso e a Scotland Yard, a polícia inglesa, designou um investigador para ir a Durham acompanhar o caso.

Uma vizinha bisbilhoteira de Mary Ann logo se prontificou a fazer um comentário. “Faz pouco tempo que a senhora Cotton mora aqui na região, mas, nas duas vezes em que eu a vi comprar arsênico para combater os ratos, dois de seus filhos adoeceram e morreram. Que Deus me perdoe. Ora, deve ser tolice minha, uma mera coincidência. Pobre senhora Cotton!”

Conforme ela andava no norte da Inglaterra, Mary Ann perdeu três maridos, sua mãe, um amante, um amigo e uma dúzia de filhos, todos morreram de problemas no estômago ou intestino. 

Após a exumação, o veneno foi encontrado em todos os corpos e Mary Ann, interrogada, acabou confessando os crimes.

“Matei todos para ganhar o seguro-enterro dado pela coroa. Ganha-se um bom dinheiro desse jeito. Eu sou uma pobre mulher e não tenho como me sustentar”, justificou-se a assassina diante do inspetor da Scotland Yard.

A opinião pública ficou chocada com a frieza de Mary, e logo a apelidou de “Dama Podre”. Em 24 de março de 1873, Mary Ann foi enforcada em County Durham Gaol, tinha 41 anos.


Fontes: Wikipédia; Mary Ann.

A Sádica Delphine LaLaurie


Delphine LaLaurie, também conhecida como Madame LaLaurie (nascida Marie Delphine Macarty), foi uma socialite americana e assassina em série, torturava e mutilava escravos negros por pura diversão e vaidade. 

Delphine Macarty nasceu por volta de 1775. Seus pais eram Barthélemy Louis Macarty e Lecomte Vevue, membros proeminentes da comunidade Crioula branca de Nova Orleans. A mãe de Macarty foi supostamente morta em uma revolta de escravos. O primo de Delphine Macarty, Augustin de Macarty, foi prefeito de Nova Orleans entre 1815-1820.

Ela foi casada com Don Ramon y Lopez de Angulo, em 1800; ele morreu em Havana, Cuba, em 26 de março de 1804. Em 1808, ela casou com o traficante de escravos Jean Blanque, que morreu em 1816. Duas vezes viúva, casou-se com o médico Dr. Luís LaLaurie em 25 de junho de 1825. O casal comprou uma mansão na 1140 Royal Street em 1831, onde Delphine LaLaurie manteve uma posição central nos círculos sociais de Nova Orleans.

Embora ela organizasse festas suntuosas, com listas de convidados constituídas por algumas das pessoas mais proeminentes da cidade, a maneira pela qual Delphine LaLaurie torturava seus escravos é provavelmente a mais conhecida dos contos macabros do bairro francês da cidade.

Em abril de 1834, um incêndio tomou a cozinha de sua mansão e os bombeiros encontraram mais do que labaredas por lá.

Nos escombros, encontraram dois escravos acorrentados. A dupla – que havia começado o fogo pra chamar atenção – levou os bombeiros para o sótão, onde havia mais ou menos uma dúzia de outros escravos presos nas paredes e no chão.

Aparentemente, LaLaurie havia instalado uma filial do laboratório do Dr. Frankenstein. Suas vítimas estavam amputadas, tinham bocas costuradas e sexos trocados. Teve boatos de que ela até executou uma cirurgia bizarra para transformar um dos escravos em caranguejo, realocando os membros de seu corpo.

Infelizmente, a justiça tardou e falhou – Delphine nunca foi pega pelos seus crimes.


Fontes: Wikipédia; Superinteressante.

O Sangue do Dragão

Siegfried massacrando o dragão (Arthur Rackham Illustration).

Na Romênia do século XV, Drácula – o príncipe Vlad Drakul, senhor de Valáquia – pertencia à Ordem do Dragão, confraria militar de iniciação fundada por Segismundo I da Hungria. Drac – a raiz do nome Drácula – significa Dragão, símbolo de imortalidade e de vitória sobre a morte.

Tradicionalmente, dragão é o guardião do sangue eterno. Para os taoístas, os adeptos que tenham vencido o túmulo tornam-se imortais voadores e tomam a aparência de um dragão. Na magia chinesa, as correntes de energia que atravessam a terra são chamadas «veias de dragão». Da mesma forma, as energias telúricas vindas do subsolo seriam o «sangue do dragão», o poder contido nas suas «veias».

Nas narrações mitológicas o dragão faz ninho nas entranhas da terra, vomita fogo, guarda a entrada da caverna ao fundo da qual protege um monstruoso tesouro. O dragão representa a força, a energia telúrica, a atração, as forças da gravitação que prendem a matéria e impedem a sua sublimidade.

O fato de se ter associado o dragão às forças e espíritos diabólicos não é uma simples superstição. Por detrás dessa crença esconde-se a opacidade, o peso, a obscuridade. O dragão retém a alma nos nós da matéria tal como o minério de ouro que, sem sair do subsolo, não conhecerá a deslumbrante purificação.

Os ascetas dos primeiros séculos da era cristã combateram muitas vezes o diabo sob a forma de um dragão que vem tentar a alma no momento da oração e leva-la de novo à profundidade das trevas.

«A alma da carne está no sangue», dizem as escrituras (Levítico). «É preciso que o dragão morra, isto é, que se destruam as forças diabólicas, para que o sangue se liberte desta força e volte a ser espírito. Então a alma se expandirá nas alturas, em sua plenitude.»

Na mitologia escandinava, Siegfried, o herói solar, bebe acidentalmente o sangue do dragão que acaba de vencer. Desde logo compreendeu a linguagem das aves. Ele espalha o sangue do monstro por todo o corpo, tornando-se incorruptível. A morte já não o deterá. Ele está coberto pelo Espírito.

O sangue do vampiro, retido nas entranhas da terra, não tem qualquer poder espiritual, mas sim psíquico. Ele age numa zona fechada e crepuscular, provocando a obsessão, o enfeitiçamento diabólico, a mediunidade, o sonambulismo, o cair em transe. Enfim, todos os sintomas de uma alma doente que desconhece a subtileza e a purificação.

As crenças vampirescas afirmam que o sangue esconde em si um poder indestrutível: a energia psíquica, o fluido mental, ligados inevitavelmente ao magnetismo da Lua.

Para os indianos da América do Norte e do Canadá, o vampiro coloca a sua boca, transformada em tromba, na orelha da pessoa que está a dormir e suga-lhe o cérebro. Note-se, como a maior parte dos casos de vampiros, que se trata de alguém entregue ao sono e, assim, à influência da Lua.

Outras tradições existem em que esta energia poderosa vem diretamente da Lua (de Hécate – pensa-se – a deusa lunar a quem são sacrificados os recém-nascidos de cujo sangue ela absorve a vitalidade).

Nas crenças chinesas, a família do defunto crê que a partir da influência da Lua poderá nascer o vampiro. Então veda todas as fendas do caixão de forma a que os raios lunares não possam aí penetrar. Estes teriam o poder de transformar o cadáver em «Kiang-si», o mesmo que «vampiro». Marcianos – eremita sírio dos primeiros séculos – abandonou o deserto para se consagrar exclusivamente à oração. Theodoret de Cyr conta a sua vitória sobre o dragão com a ajuda da força espiritual:

«Uma das vezes que o grande Marcianos orava no pátio de entrada, um dragão que rastejava pela parede leste debruçava-se lá do alto e, de goela aberta e olhar tenebroso, mostrava as suas intenções.

«Estava presente Eusébio, que ficou assustado com tal espetáculo e, convencido de que o seu senhor nada sabia quanto ao que se passava, gritou para preveni-lo e conseguir que ele fugisse depressa. Porém Marcianos rejeitou, bramindo, os temores daquele, que aliás seriam perniciosos e, persignando-se; soprou. O dragão como que seco pelo fogo e como que abrasado ficou feito em nada, tal como um pedaço de palha queimado.»

A respeito do poder espiritual de Marcianos, oposto aos poderes psíquicos do dragão, Thódoret de Cyr revela: «Marcianos esforçava-se por esconder o dom que possuía, mas as suas virtudes brilhavam como um clarão e punham a nu o poder que ele escondia.»

Nas lendas da Transilvânia, vê-se um caçador de vampiros enterrar uma estaca aguçada no coração do monstro. Logo, o sangue escorre em borbotões e o cadáver do morto vivo cai feito em pó.

Vlad Drakul – o Dragão – restitui à terra o sangue que ele mantinha com ajuda do sortilégio. Então, o sangue torna-se Espírito e o corpo libertado parte as amarras e volta ao pó.


Fonte: Os Vampiros - Jean-Paul Bourre - Publicações Europa-América (1986)
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